O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026, encaminhado pelo governo de Mato Grosso à Assembleia Legislativa, projeta R$ 11,6 bilhões em renúncia fiscal e um estoque de R$ 4,5 bilhões em dívida pública consolidada até o fim do próximo ano. Dentro do total de benefícios, a agropecuária concentrará R$ 1,689 bilhão em renúncia, valor 20% menor que o estimado em 2025.
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Segundo o governo, a redução não decorre de cortes, mas de um “aprimoramento metodológico” que buscou aproximar as projeções dos valores efetivamente realizados. “Não houve diminuição dos benefícios, mas sim refinamento no cálculo, com uso de ciência de dados”, registra o PLOA.
O maior volume de incentivos está no Programa de Incentivo ao Algodão de Mato Grosso (PROALMAT), com previsão de R$ 614 milhões em créditos presumidos e reduções de ICMS em operações internas e de transporte.
O Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) aparece em seguida, com R$ 67 milhões, puxado pela expectativa de aumento de 14% na produção de algodão em pluma. Há ainda R$ 94,6 milhões em remissão e anistia de ICMS para operações com gado em pé, além de reduções para leite pasteurizado, lenha e resíduos de madeira.
No lado do endividamento, o governo projeta R$ 3,8 bilhões em dívidas internas e R$ 886 milhões em dívidas externas, incluindo contratos com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).
O serviço da dívida em 2026 deve custar R$ 1,248 bilhão, entre amortizações e encargos. Apesar do passivo, o Estado ressalta que houve uma redução de 7,2% no estoque da dívida no primeiro semestre de 2025, resultado de amortizações, variação cambial e redução de precatórios.