Joanil José da Silva, de 54 anos, preso por jogar a ex-companheira de um carro em movimento, na madrugada desta segunda-feira (13), negou o crime em depoimento e afirmou que pode provar sua inocência com dados da tornozeleira eletrônica que utiliza.
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Segundo apuração da reportagem, Joanil relatou que manteve um relacionamento com a vítima por alguns meses, mas que o casal terminou devido a constantes brigas. Após o fim, ele teria retomado o relacionamento com a primeira esposa, mãe de seu filho, e disse que não voltou a procurar a ex. Ele alegou ainda que era a mulher quem insistia em reatar, visitando com frequência a sua oficina.
Joanil afirmou que a tornozeleira eletrônica comprovaria que ele passou o dia inteiro na oficina trabalhando e não teve contato com a vítima.
Apesar da versão apresentada, a polícia localizou o carro usado no crime justamente na oficina de Joanil. Ele alegou que o veículo não pertence a ele, mas a um cliente.
Familiares próximos da vítima relataram que o suspeito não a deixava em paz, aparecendo constantemente em sua casa e trabalho, insistindo em reatar. Meses atrás, ele chegou a ser preso por agredi-la com um cabo de vassoura. Na ocasião, foi solto com uso de tornozeleira eletrônica e estava proibido de se aproximar da mulher, que possuía medida protetiva contra ele.
Joanil passará por audiência de custódia ainda na tarde desta segunda-feira (13).