O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Beber, avaliou como positivo, porém tardio, o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente norte-americano Donald Trump.
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Segundo ele, Lula demorou a restabelecer o diálogo com os Estados Unidos, país que continua sendo um dos principais investidores e parceiros comerciais do Brasil.
“Eu acredito que foi muito positivo, eu só pondero que demorou para acontecer. Nós temos a obrigação de ter o diálogo, até porque os Estados Unidos é o país que mais investe aqui dentro do Brasil. É um grande parceiro comercial, é o maior importador de café, de suco de laranja do Brasil”, afirmou.
Beber destacou que a aproximação com os norte-americanos é essencial para proteger o agronegócio e a economia nacional.
“Nós precisamos ter relações com os Estados Unidos para que o nosso setor não seja impactado e, consecutivamente, toda a população e a economia. As exportações geram divisas, atraem capital e fazem o país crescer ainda mais”, completou.
Lucas também comentou os reflexos da disputa comercial entre Estados Unidos e China, que já vem beneficiando o agronegócio brasileiro. Segundo ele, o Brasil conquistou novos mercados desde 2019, quando começou a primeira “guerra” tarifária entre os países.
Apesar do cenário favorável, o presidente da Aprosoja alerta que as especulações sobre possíveis acordos entre Washington e Pequim podem gerar instabilidade no setor.
“A primeira guerra comercial de 2019 já beneficiou muito o Brasil, nós conquistamos mercados que antes não tínhamos e ampliamos as exportações para a China e essa segunda guerra tem sido muito favorável, porém, as especulações de haver acordo muitas vezes acabam criando volatilidade no mercado e o mercado não responde como deveria responder devido a todas essas especulações de possível acordo”, explicou.