A médica e pré-candidata ao governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), defendeu o fim da polarização política e ideológica no país. Em entrevista ao PodOlhar, ela afirmou que o debate público precisa deixar de lado os rótulos entre direita e esquerda e se concentrar em problemas reais que afetam a população mato-grossense. “A gente tem que parar com essa coisa da direita e da esquerda e colocar no centro do debate as grandes questões. Temos problemas graves com segurança pública, com a fome e com o feminicídio. Isso precisa estar no centro da discussão”, disse.
Natasha afirmou que se considera uma pessoa religiosa e cristã praticante, mas que suas convicções não a colocam em um extremo político. Ela defendeu pautas sociais e disse que é possível conciliar valores pessoais com o compromisso público de reduzir desigualdades.
“Sou radicalmente a favor da vida, contra o aborto, e também sou contra a chamada ideologia de gênero. Mas sou a favor de um Estado mais justo, com menos desigualdade. Se isso é ser de esquerda, então eu sou. Se é ser de direita, também sou. Eu me considero uma social-democrata”, declarou.
A médica, que também é professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e empresária do setor de saúde, disse que sua trajetória profissional reflete uma visão de equilíbrio entre livre iniciativa e justiça social. “Emprego centenas de pessoas, faço a economia girar e pratico justiça social. É possível fazer as duas coisas. Eu quero um Estado com oportunidades e menos abismo social”, afirmou.
Durante a entrevista, Natasha também criticou a superficialidade do discurso político e disse que o eleitor precisa conhecer a “alma” e o propósito de cada candidato. “Esse discurso de direita e esquerda é muito raso. O eleitor está cansado disso. As pessoas precisam conhecer a alma do candidato e entender qual é o propósito de quem se coloca para representar”, disse.
A pré-candidata destacou ainda sua fé e criticou o uso da religião para disseminar desinformação. “Sou cristã fervorosa, não saio de casa sem rezar. Mas não mentir também é um mandamento de Deus. O que é fake news senão uma mentira?”, questionou.
Natasha concluiu dizendo que pretende se colocar na política com o propósito de “servir e não ser servida” e defendeu que os políticos retomem o diálogo e a empatia na gestão pública.
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