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Max mobiliza procuradoria da AL em defesa de Janaina após ameaças e ataques de cunho sexual e quer responsabilizar suspeitos

07 Nov 2025 - 09:20

Da Redação - Vinicius Mendes / Do Local - Jardel P. Arruda

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Max mobiliza procuradoria da AL em defesa de Janaina após ameaças e ataques de cunho sexual e quer responsabilizar suspeitos
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), disse que já acionou a Procuradoria-Geral da AL para que tome providências após a denúncia da deputada Janaina Riva (MDB), que foi vítima de uma série de ameaças e ataques de cunho sexual e moral em grupos de mensagens nas redes sociais. Os suspeitos seriam servidores do Município de Rondonópolis. Russi afirmou que vai acompanhar de perto este caso, para que as devidas providências sejam tomadas.


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Em entrevista na manhã desta sexta-feira (7), o deputado pontuou que a Assembleia já se manifestou sobre o caso dando todo o apoio à deputada Janaina Riva.

“Tão logo ela me ligou, eu falei com nosso procurador da Casa, ele tomou providências, o nosso delegado acompanhou toda a queixa da deputada Janaina. Nós estamos nos manifestando repudiando esse áudio, repudiando essa loucura, digamos assim, porque o cidadão usa a rede social para agredir uma deputada, mas mesmo que não fosse uma deputada, qualquer mulher merece cuidado, merece atenção e não pode ser desrespeitada, ou de forma presencial, ou usando as redes sociais”, disse Russi.

O parlamentar ainda destacou que sua esposa, Andréia Wagner (PSB), prefeita de Jaciara, também está suscetível a este tipo de ataque e é importante que as providências sejam tomadas para que isso não ocorra com nenhuma mulher.

“Eu tenho a minha esposa, que é prefeita, imagino ela passar por algo desse tipo, então nós não podemos aceitar isso. É importante a forma que a deputada Janaina Riva já interpelou esse caso, porque isso estava viralizando, nos preocupava bastante, e eu acredito muito na Justiça, que vai tomar providências. O boletim já foi feito e a Assembleia está bastante mobilizada, vai acompanhar esse caso muito de perto, porque queremos providências para que isso não amplie, não aumente, porque a violência contra a mulher no nosso estado, infelizmente, está tomando números e índices assustadores”, disse o presidente da AL.

A denúncia

A parlamentar classificou as ofensas como violência política de gênero e identificou que os autores são servidores comissionados da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder). Nas eleições municipais de 2024 na cidade, a deputada apoiou o deputado estadual Thiago Silva (MDB), seu correligionário, que foi derrotado por Cláudio Ferreira (PL).

Em publicação nas suas redes sociais, a deputada relatou que os ataques, veiculados por meio de áudios e textos, a atingiram enquanto mulher, mãe e política. “São servidores comissionados da Prefeitura, que me atacam enquanto mulher, são ataques de cunho sexual, de cunho moral, e isso me assustou muito”, denunciou.

A parlamentar se emocionou ao relatar o temor de que seus filhos tivessem contato com o conteúdo ofensivo das mensagens. “Eu só fiquei pensando o quanto isso seria doloroso para os meus filhos e o quanto seria doloroso para mim. Não é fácil a vida da mulher”, desabafou.

Confira abaixo nota encaminhada pela Prefeitura de Rondonópolis:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Prefeitura Municipal de Rondonópolis informa que o servidor citado em denúncias recentes não integra o quadro funcional da administração direta do Município.

O referido profissional é vinculado à Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), empresa pública com gestão e quadro de pessoal próprios, distinta da estrutura administrativa da Prefeitura.

Dessa forma, não procede a informação de que o servidor exerça função ou cargo ligado ao gabinete do prefeito ou à estrutura da administração direta.

A Prefeitura reitera que a Coder possui autonomia administrativa e que a mesma já adotou medidas para desligar o referido servidor. Cabe salientar que eventuais manifestações ou condutas individuais de seus colaboradores não representam posicionamento institucional do Poder Executivo Municipal.
 
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