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Sexta-feira, 05 de dezembro de 2025

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NA AMAZÔNIA

Três municípios de MT estão entre os 10 do país com mais desmatamento ilegal em 2025

Foto: Agência Brasil

Três municípios de MT estão entre os 10 do país com mais desmatamento ilegal em 2025
Os municípios de Marcelância, Colniza e Peixoto de Azevedo, no interior de Mato Grosso, estão entre os dez com mais desmatamento com indícios de ilegalidade no Brasil. De acordo com o Instituto Centro de Vida (ICV), quase 90% do desmatamento na Amazônia entre agosto de 2024 e julho de 2025 ocorreu sem autorização.


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O levantamento foi feito pelo Instituto Centro de Vida (ICV) com base nos dados do PRODES Amazônia e Cerrado, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Ao todo, 4,4 mil km² foram desmatados na Amazônia sem autorização. Já no Cerrado, o número é de aproximadamente 3 mil km², o que corresponde a 42,6% da área analisada.

Para chegar a esse número, o ICV cruzou as áreas desmatadas com as autorizações de supressão de vegetação disponibilizadas pelo Sistema Nacional de Controle da Origem de Produtos Florestais (Sinaflor) e as bases de dados acessadas junto aos órgãos estaduais de meio ambiente.

Os dez municípios com mais desmatamento com indícios de ilegalidade são: São Félix do Xingu (PA), Apuí (AM), Marcelândia (MT), Lábrea (AM), Altamira (PA), Colniza (MT), Peixoto de Azevedo (MT), Uruará (PA), Portel (PA) e Itaituba (PA).

Já os dez municípios com mais desmatamento autorizado são: Balsas (MA), Guadalupe (PI), Baixa Grande do Ribeiro (PI), Jaborandi (BA), São Desidério (BA), Uruçuí (PI), Floriano (PI), Paranã (TO), Sebastião Leal (PI) e Cocos (BA).

Apesar da redução do desmatamento nos dois biomas em comparação com o ano anterior, a supressão da vegetação de forma não autorizada evidencia a necessidade de fortalecimento das ações de fiscalização.

Conforme a coordenadora do Programa de Conservação e Clima do ICV, Ana Paula Valdiones, a expansão agropecuária é historicamente o principal vetor de desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Por isso, seria necessária a atuação dos órgãos de responsabilização para coibir possíveis ilegalidades.

"Além da atuação dos órgãos ambientais estaduais e federais, os acordos e compromissos setoriais também cumprem um papel importante no combate ao desmatamento associado às cadeias de suprimentos, como a da carne e a da soja, sendo necessária a manutenção, o fortalecimento e a expansão de iniciativas como a Moratória da Soja", disse.

Mudanças climáticas

O desmatamento é o principal responsável pelas emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Para Valdiones, é fundamental criar estratégias para reduzir a supressão da vegetação e, consequentemente, diminuir o agravamento das mudanças climáticas.

Essas estratégias, inclusive, são indispensáveis para que o Brasil consiga atingir a meta de zerar o desmatamento até 2030.

"Além de ações de comando e controle, é importante criar e implementar incentivos para a conservação ambiental, com fomento a práticas sustentáveis nas cadeias agropecuárias, à bioeconomia, pagamentos por serviços ambientais, entre outros. É essencial a valorização da floresta em pé, com geração de renda e oportunidades econômicas para as populações locais", finalizou.
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