A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirmou que, apesar de tardio, o debate sobre a possível troca do modal de transporte coletivo, do BRT para o ART (Autonomous Rail Transit), é necessário.
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A discussão ganhou força após a viagem dos vereadores Eduardo Magalhães (Republicanos) e Demilson Nogueira (PP) à Ásia e à China, onde acompanharam o prefeito Abilio Brunini (PL) em visitas técnicas ao sistema.
“Cuiabá sofre muito com mobilidade urbana há muitos anos. Nós temos uma obra do VLT, depois ART, onde nós precisamos ter uma solução. Nosso município precisa de uma solução de qual modal que nós seremos”, afirmou.
Paula também comentou o encontro que teve com os dois vereadores logo após o retorno.
“Tive um primeiro momento aqui, um contato com o vereador Eduardo Magalhães e com o vereador Demilson Nogueira. Vou dar a palavra para eles agora no grande expediente, um tempo maior, para que eles falem sobre a experiência que viveram, tanto em Dubai como também na China”, afirmou.
Questionada se o debate sobre mudança de modal chega tarde, a presidente reconheceu o atraso.
“Tardio. Cuiabá já vem sofrendo há muitos anos. Há mais de 12 anos nós temos um problema de mobilidade urbana. E o desenvolvimento não combina com inércia”, declarou, responsabilizando a ausência de conclusão das obras por parte do Governo do Estado.
Ela reforçou que agora cabe analisar o que pode ser aproveitado da proposta do ART.
“Eles foram, viveram essa experiência, souberam, trazendo informações sobre o ART. E a gente está aqui para ouvir o que dá para aproveitar, o que não dá, porque nós temos que ter respeito com o dinheiro público”, disse.
“A população cuiabana tem que ter uma resposta sobre qual modal vai ter no nosso município. E o cronograma das obras e quando vai ser a conclusão. A gente está aguardando”, completou.
A viagem dos vereadores ocorre em meio a uma nova defesa do ART feita pelo prefeito Abilio durante missão internacional. Magalhães e Demilson afirmam que Cuiabá tem autonomia para implementar o sistema mesmo sem consenso com o Governo do Estado. Ambos sustentam que o ART exige menos intervenções urbanas, possui vida útil maior e poderia ser adotado com adaptações leves.