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Júlio reforça tese de plebiscito e alerta que falta de candidatura ao governo pode “desaparecer” com deputados do União

16 Nov 2025 - 16:01

Da Redação - Rafael Machado / Do Local - Jardel P. Arruda

Foto: Ronaldo Mazza

Júlio reforça tese de plebiscito e alerta que falta de candidatura ao governo pode “desaparecer” com deputados do União
O deputado estadual Júlio Campos (União) voltou a defender a realização de um plebiscito no partido para decidir se a legenda deve lançar candidatura própria ao governo em 2026 ou apoiar o projeto do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).


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Segundo ele, a maioria dos filiados do União defende uma candidatura própria e a decisão precisa “surgir das bases, e não ser imposta de cima para baixo”.

“Uma campanha majoritária de governador, de senador ou de prefeito não pode ser imposta goela abaixo por ninguém, tem que surgir das bases. Nós estamos trabalhando as bases, viajando para o interior, conversando com nossos prefeitos, vereadores e filiados. O União tem 55 mil filiados e queremos ouvi-los sobre o futuro do partido”, afirmou.

O deputado sugeriu que a direção promova uma consulta simples aos filiados, perguntando se o União deve ou não lançar candidatura própria. Para ele, essa decisão coletiva daria legitimidade ao projeto e fortaleceria a sigla no pleito de 2026.

“Vamos consultar os nossos filiados com uma pergunta só: vocês querem candidatura própria a governador do Estado ou não? Se disserem que não, fazemos coligação. Mas se disserem que sim, o partido precisa se organizar para isso”, defendeu.

Ampliar base

Júlio destacou ainda que uma candidatura própria no primeiro turno ajuda a ampliar a base do partido na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.

“O primeiro turno facilita o aumento do número de deputados. Se nós não tivermos candidato a governador, vamos reduzir a um ou dois federais e dois ou três estaduais. [União] elege cinco estaduais quando tem candidatura própria”, exemplificou.

O deputado também relembrou que o modelo de eleição em dois turnos foi criado justamente para permitir que cada partido apresentasse seu programa de governo no primeiro turno, e apenas os dois projetos mais bem avaliados avancem para o segundo.

“Quando criaram a eleição em dois turnos no Brasil, a ideia era que todos os partidos apresentassem seus candidatos e programas no primeiro turno, e os dois melhores fossem para o segundo. Isso pode acontecer pela primeira vez em Mato Grosso em 2026, com bons nomes colocados para a sociedade”, pontuou.

Entre esses nomes, Júlio citou o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Jayme Campos (União), o senador Wellington Fagundes (PL) e a médica e empresária Natasha Slhessarenko (Cidadania), que deve ser o nome da federação Cidadania-PSDB.

A proposta de plebiscito, no entanto, não agradou parte da cúpula do União Brasil. O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), criticou a ideia e cobrou coerência dentro da legenda.
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