O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar as recentes críticas sobre a fala dele durante coletiva na Indonésia, quando Lula afirmou que “os traficantes de drogas são vítimas dos usuários”.
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Segundo o petista, a extrema-direita se aproveitou de uma falha de comunicação para distorcer o discurso e criar um ambiente político favorável à disputa eleitoral.
“A extrema-direita se aproveitou de uma falha verbal de comunicação do presidente naquele dia. São situações que se somam e criam uma leitura de que a extrema-direita está se apropriando politicamente e de uma forma negativa dessa pauta para fazer disputa eleitoral”, afirmou.
Lúdio ainda considerou estranha a coincidência entre a operação policial no Rio de Janeiro, que resultou em mais de uma centena de mortes, e a volta de Lula ao Brasil, logo após uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Por coincidência, aquela operação aconteceu quando Lula voltava para o Brasil depois de um triunfo político enorme, que foi a reunião com o presidente dos Estados Unidos, o que desmontava de vez o discurso da extrema-direita. Imediatamente após isso, aquela operação desastrosa aconteceu no Rio de Janeiro”, destacou.
Ele criticou o uso político da violência e das fake news pela oposição e afirmou que a população tende a apoiar medidas equivocadas diante do medo e da insegurança.
“Uma operação policial que mata quatro policiais e 120 pessoas não é uma operação bem-sucedida. A extrema-direita, com a fake news, com o ódio, com o medo, acaba alcançando uma parcela da população. Aos poucos, com serenidade, vamos desmontando essa narrativa que é falsa”, pontuou.
Para Lúdio, o governo federal tem buscado soluções estruturais para o combate ao crime organizado, como a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei anti-facções, apresentados há mais de um ano. Ele destacou que a proposta da PEC busca ampliar a responsabilidade da União sobre o tema, atualmente concentrada nos Estados.
“Se tem alguém em condições de enfrentar o crime organizado no Brasil, é a Polícia Federal. O governo já realizou operações bem-sucedidas sem disparar um tiro, sem colocar em risco policiais nem a população. Porque no Brasil quem é criminoso tem que ser levado a julgamento, e não morto em operação”, defendeu.