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Mauro reitera rombo bilionário caso AL aprove reajuste ao Judiciário: 'mostrei aos deputados que as consequências vêm'

14 Nov 2025 - 18:20

Da Redação - Rafael Machado / Do Local - Jardel P. Arruda

Foto: Olhar Direto

Mauro reitera rombo bilionário caso AL aprove reajuste ao Judiciário: 'mostrei aos deputados que as consequências vêm'
O governador Mauro Mendes (União) reafirmou nesta quarta-feira (12) que apresentou aos deputados estaduais todos os impactos financeiros que o Estado enfrentará caso seja aprovado o reajuste salarial de 6,8% aos servidores do Poder Judiciário.


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Segundo ele, conceder aumento a apenas um poder é “injusto”, mas estender o índice aos demais resultaria em um rombo estimado de R$ 1,6 bilhão no orçamento de 2025, obrigando o governo a fazer cortes em diversas áreas.

“Senhores, eu só mostrei aos deputados que as consequências daquilo que nós fazemos, ela vem. O Estado de Mato Grosso recuperou a sua condição fiscal. Eu não acho justo dar um aumento para um poder e não dar aumento para todos. E se for para dar para todos, nós vamos chegar aí a mais de R$ 1 bilhão e 600 de aumento de despesa”, afirmou.

O governador destacou que, diante desse cenário, o Estado não aumentará impostos e terá de cortar investimentos previstos.

“Vamos ter que fazer cortes. Vamos ter que cortar repasses para municípios… porque aumentar imposto nós não vamos fazer sob hipótese alguma. Se aumenta uma despesa, nós vamos ter que cortar alguma coisa”, disse.

Entre os investimentos que seriam afetados, Mendes citou obras já programadas para 2025, intervenções em rodovias e apoio a municípios.

“Vai ter que cortar investimento que o governo faz na imprensa, nos municípios, em rodovias… vai ter que cortar investimento em várias áreas para cortar um bilhão e seiscentos”, afirmou.

Mesmo com a pressão de diversas categorias e manifestações ocorrendo na Assembleia Legislativa, o governador afirmou que considera legítima a mobilização.

“A Assembleia é uma casa legítima. Qualquer cidadão, não importa o que ele seja ou qual cargo ocupe, pode ir lá manifestar suas ideias ou interesses”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de vetar o projeto caso aprovado, ele evitou antecipar sua decisão, mas voltou a insistir na necessidade de equilíbrio entre os poderes.

“Eu não faço isso de antecipar decisões. Mas estou dizendo: não é justo dar aumento só para um poder. E, se der para todo mundo, a conta é essa. Então nós vamos ter que cortar de algum lugar”, disse.

O projeto de reajuste segue tramitando na Assembleia Legislativa e, após sucessivos pedidos de vista, o projeto deve ser votado em segundo turno na sessão da próxima quarta-feira (19).
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