O secretário de Estado de Educação de Mato Grosso, Alan Porto, afirmou que os protocolos de segurança foram reforçados em todas as unidades da rede estadual após o ataque com faca registrado em Rondonópolis, na última segunda-feira (10). Segundo ele, a Escola Estadual Domingos Aparecido dos Santos, onde dois estudantes foram esfaqueados, será transformada em escola cívico-militar em 2026, dentro do plano estadual que prevê militarizar mais 100 escolas até o fim da gestão, totalizando 230.
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“Bom, lamentavelmente aconteceu aquele fato na escola lá em Rondonópolis, que nos entristeceu bastante, e a Seduc tomou todas as medidas de forma imediata. No momento que aconteceu aquilo ali, foi acionada a Polícia Militar, aconteceu a prisão daquele estudante. Acionamos a família, estamos conversando com a mãe, colocamos toda a nossa equipe psicossocial e a gente está dando todo o atendimento necessário que cabe a nós da Secretaria de Estado de Educação”, disse Alan Porto, nesta sexta-feira (14), em Cuiabá.
Alan Porto reforçou que a Domingos Aparecido dos Santos já está no planejamento para se tornar escola cívico-militar a partir de 2026. “Bom, hoje nós temos 130 escolas cívico-militares. Ano que vem nós vamos transformar mais 100. Inclusive a Domingos está no nosso planejamento. Essa escola está finalizando uma obra, e o próximo passo vai ser fazer a transformação.”
O agressor, um adolescente de 16 anos, alegou à polícia que sofria bullying na unidade e levou uma faca escondida para a escola. Ele esfaqueou uma aluna de 13 anos e um estudante de 15, que tentou defendê-la. A primeira vítima segue internada, mas estável; o outro permanece em observação médica. O crime foi registrado por câmeras de segurança e está sendo investigado.
Segundo o secretário, a escola já contava com estrutura de vigilância integrada ao programa Vigia Mato Grosso, e o protocolo de atendimento à violência foi acionado corretamente.
Alan Porto reforçou que as medidas de segurança continuarão sendo ampliadas e combinadas com ações psicossociais e articulação com o Judiciário e o Ministério Público.
“Infelizmente, aconteceu aquele fato pontual. A gente está orientando os nossos diretores, orientando as nossas diretorias regionais, reforçando os protocolos. Mas o mais importante é que a gente trabalha nas medidas preventivas, na construção do círculo de paz, com as nossas equipes de psicossocial, com os mediadores, com os pacificadores, e também em cooperação com os órgãos de controle, Ministério Público, Tribunal de Justiça. Então a gente está reforçando todas essas medidas e todos esses protocolos.”
Recuperação e apoio
“Graças a Deus, a menina está bem, está se recuperando, e a gente tem tomado todas as medidas. Hoje a escola exige os protocolos quando acontece um tipo de violência, tanto é que todas as medidas foram tomadas de forma rápida. A gente tem reforçado os nossos protocolos, a gente tem o nosso núcleo de inteligência da Segurança Escolar através do Vigia Mato Grosso, que é interligado às forças policiais, ao núcleo de inteligência, então existe uma integração entre a Secretaria de Estado de Educação, os órgãos de controle e também os órgãos da Segurança Pública.”
O secretário também detalhou que o trabalho das equipes da SEDUC envolve vigilância, acompanhamento e ações preventivas conduzidas por servidores da própria escola.
“A vigilância já é reforçada. Nós temos lá o Vigia Mato Grosso, nós temos os nossos técnicos administrativos que fazem toda a parte, o acompanhamento na hora do intervalo, no acolhimento do estudante. Então, todo o fluxo escolar com os nossos servidores é suficiente para fazer todo o monitoramento e todo o acompanhamento.”