Em um dos episódios de maior violência registrados neste ano, dois adolescentes, os irmãos João Victor dos Santos Lima e Elias Gabriel dos Santos Lima, foram sequestrados por faccionados do Comando Vermelho e decapitados. As vítimas tinham 16 e 13 anos, integravam as fileiras do Primeiro Comando da Capital (PCC) e até o momento os seus corpos não foram encontrados. Nenhum dos suspeitos de participação no crime foi preso. Os adolescentes foram sequestrados e executados no dia 09 deste mês.
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A reportagem do
Olhar Direto apurou detalhes do caso, que continua a ser investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, a versão divulgada pelo núcleo de desaparecidos da delegacia revela que os adolescentes estariam na casa da mãe e ao saírem para comprar chinelos foram sequestrados.
O que se sabe é que Elias, em agosto deste ano, tomou parte na execução de uma mulher, apontada por estar envolvido com o CV e com o tráfico de drogas no município de Cáceres. À época, Elias foi detido pelas forças policiais do município e cumpriu medidas socioeducativas em Rondonópolis.
Após ter cumprido seu período de apreensão, Elias fugiu para Cuiabá onde seu irmão estava. Contudo, o rapaz teria sido perseguido pelo núcleo do Comando Vermelho de Cáceres que conseguiu sequestrar Elias e João e depois matando ambos.
Em um comunicado, a cúpula do Comando Vermelho de Cáceres assumiu a execução das vítimas, informando que não havia espaço para outra facção no estado.
“Deixamos mais um exemplo a todos aqueles que, por algum motivo, persistem em levantar bandeira de inimigo PCCU. Não tem espaço para PCCU em nossa quebrada. Não adianta correr depois que se levantar contra nossa facção. Já deixamos claro a todos que só tem uma saída: a morte”, diz o comunicado.
A morte de ambos foi gravada e o vídeo circulou pelas redes sociais onde os dois adolescentes apareciam decapitados. Como se a crueldade não fosse suficiente, informações dão conta que a mãe de ambos viu as imagens e reconheceu os filhos. O caso continua a ser investigado.