A Assembleia Legislativa deve discutir uma emenda para retirar as cooperativas de crédito da suspensão dos consignados imposta pelo Decreto Legislativo nº 79/2025. A medida, aprovada neste mês, interrompeu por 120 dias os descontos em folha após suspeitas de fraudes que podem ter atingido até 50 mil servidores.
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Representantes de Sicoob, Sicredi e outras cooperativas procuraram o deputado Wilson Santos (PSD) para pedir a correção do texto, alegando que a regra, embora necessária para resguardar servidores prejudicados, acabou gerando interpretações que atingem instituições que não são alvo de investigação.
Wilson Santos confirmou que aceitou apresentar a alteração após consultar entidades que representam os servidores públicos. Segundo ele, houve consenso de que o sistema cooperativo não integra o grupo de instituições suspeitas. “Na quarta-feira vamos apresentar a emenda, em regime de urgência, para corrigir essa distorção”, afirmou.
As cooperativas defendem que oferecem crédito com taxas menores e que não há indícios de irregularidades envolvendo essas instituições. O superintendente da Organização das Cooperativas do Brasil em Mato Grosso (OCB-MT), Frederico Azevedo, disse que a redação atual abriu margem para interpretações erradas e aumentou a preocupação entre os cooperados.
Ele afirmou ainda que sindicatos de servidores participaram da discussão e concordaram com o ajuste. Em Mato Grosso, 19 cooperativas de crédito operam no estado e atendem cerca de 1,75 milhão de cooperados.
A expectativa é que o novo projeto de decreto legislativo seja protocolado e votado ainda nesta semana, em regime de urgência urgentíssima.