O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que a violação da tornozeleira eletrônica por Jair Bolsonaro (PL) compromete o ambiente político para a aprovação de uma anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A avaliação foi feita durante entrevista ao PodOlhar.
Zema, que defende anistia total aos investigados e condenados por tentativa de golpe, reconheceu que o episódio repercutiu negativamente no Congresso. “Ajudar, não ajuda. Posso dizer isso. Mas temos que considerar o momento psicológico dele ali, o emocional”, afirmou. O governador disse ainda que situações de privação podem provocar “surtos” em detentos, mas voltou a frisar que o fato “atrapalha” a discussão política.
Bolsonaro foi preso no sábado (22) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, após a Polícia Federal registrar tentativa de violação na tornozeleira que o monitorava em prisão domiciliar. O laudo anexado ao inquérito aponta que houve tentativa de abertura do equipamento por meio de instrumento capaz de gerar calor. Na audiência de custódia, realizada no domingo (23), o ex-presidente disse ter tido um “surto” e tentado abrir a tornozeleira com um equipamento de solda.
Durante a entrevista, Zema reforçou sua posição em favor da anistia. Segundo ele, a medida é necessária para “encerrar o passado” e evitar que as condenações continuem interferindo no debate político. O governador também defendeu que, caso a anistia não avance, o Congresso aprove ao menos a dosimetria, reduzindo as penas impostas pelo STF.
“O que aconteceu ali não foi levado adiante, não houve concretização. Precisamos resolver isso para avançar”, afirmou, ao comentar novamente os atos de 8 de janeiro.
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