A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), tem demonstrado insatisfação com o próprio partido, após avaliar que não recebeu o respaldo necessário no episódio em que o vereador Samir Japonês (PL) a chamou de “mentirosa” durante sessão na Câmara Municipal. Segundo aliados próximos, o desgaste fez com que a gestora começasse a reavaliar sua permanência no PL, movimento que já incluiu conversas preliminares entre emissários de Flávia e interlocutores do deputado Max Russi (PSB), que assumirá o comando estadual do Podemos na próxima janela partidária.
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A reportagem apurou que o esposo de Flávia, Carlos Alberto de Araújo, já estaria em tratativas com pessoas próximas a Max para viabilizar a troca. O deputado, inclusive, já teria dado o aval para Moretti migrar de entidade partidária.
Flávia também estaria insatisfeita com a forma em que o seu vice, Tião da Zaeli, que é presidente do PL em Várzea Grande, estaria tocando a cúpula no município. Informações de bastidores dão conta de que ela teria pedido para ser a presidente do Podemos no município. O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT) não teria se oposto à solicitação da prefeita.
Apesar de ter um caminho um caminho viável para troca, o staff da prefeita não vê a mudança neste momento como positiva. A ideia é que definição sobre migração de legenda seja definida apenas em 2026.
Tensão
Após o vereador ter chamado a prefeita de “mentirosa”, a cúpula do PL de Várzea Grande chegou a se reunir para discutir sobre o futuro do parlamentar. O encontro foi determinado pela direção nacional da entidade partidária depois que a chefe do Executivo relatou à ex-primeira-dama do Brasil Michelle Bolsonaro (PL) durante encontro no município de Sorriso (420 km de Cuiabá), que sofria violência política.
Diante da denúncia, o partido abriu um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta de Samir.