A estagiária Lilia Grazielly Correia da Silva, de 20 anos, presa por aplicar golpes se passando por funcionária de banco, atuava junto do namorado Mauro Henrique Santos Vilela, de 21 anos. O casal foi detido nesta segunda-feira (1º), em Tangará da Serra, e mantinha um grupo com mais de 160 possíveis vítimas, além de ostentar veículos de alto padrão.
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De acordo com as informações, a polícia encontrou em um dos celulares da suspeita um grupo com pelo menos 160 pessoas, no qual ela enviava diversas mensagens se apresentando como funcionária do Banco Bradesco, oferecendo créditos e empréstimos falsos.
Um detalhe que surpreendeu os investigadores é que o casal possuía todas as informações pessoais das vítimas, como profissão, CPF e até mesmo renda mensal.
As investigações ainda revelaram que Lilia era responsável pelo primeiro contato, com o objetivo de convencer as vítimas. Em seguida, Mauro, que se passava por gerente do banco, dava continuidade ao atendimento até a consumação do golpe.
Durante a prisão, a polícia verificou que a suspeita possuía um Ford Fusion, um Corolla, uma moto importada e celulares iPhone de última geração — bens totalmente incompatíveis com sua condição financeira, já que ela era estagiária de um fórum criminal da cidade, recebendo bolsa de aproximadamente R$ 1 mil.
Por fim, a polícia identificou que a dupla continuava aplicando golpes até poucas horas antes da prisão.
O caso segue sob investigação.