O ex-governador Pedro Taques confirmou que deve assumir a presidência estadual do PSB, ocupando o espaço deixado pelo deputado Max Russi, que se prepara para migrar ao Podemos.
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Segundo Taques, a oficialização ocorrerá ainda nesta semana, em Brasília, durante ato que marcará sua filiação à legenda.
Taques relatou ter sido procurado por diversas siglas nos últimos meses, incluindo Avante, PV e Rede, mas afirma que a decisão foi selada após convite direto de lideranças nacionais do PSB.
“Fui chamado pelo vice-presidente da República, pelo João Campos e pelo Paulo Pereira. Eles me convidaram para assumir o PSB em Mato Grosso”, disse à rádio Cultura FM.
Ele afirmou que foi informado pela direção nacional de que Max Russi deixará formalmente o comando estadual nos próximos dias, abrindo caminho para a transição.
“O secretário-geral me ligou e disse que o Max deve ser afastado hoje ou amanhã, para que eu possa realmente assumir o PSB. Isso é fato”, garantiu.
Taques disse ter conversado com o parlamentar sobre o processo e ressaltou sua importância na consolidação da sigla no estado. Apesar de confirmar o convite, o ex-governador insistiu que sua entrada não está vinculada a uma candidatura majoritária, embora o PSB nacional já tenha sinalizado que trabalhará uma postulação ao Senado.
Quero militar partidariamente. Quero defender a democracia e a Constituição, como sempre fiz na minha vida”, afirmou.
A direção nacional, segundo Taques, pediu que o partido em Mato Grosso organize uma chapa de candidatos a deputado federal e se estruture para apresentar um nome ao Senado em 2026, reforçando o “campo progressista”. Ele contou que já mantém conversas com membros do PT, PV, PCdoB, Rede e PSOL, mas observa que só após a filiação formal poderá conduzir tratativas oficiais.
A filiação de Pedro Taques ao PSB deve ser confirmada nos próximos dias, seguida de um evento oficial em Brasília com a presença de Geraldo Alckmin, do presidente do PSB, João Campos, e demais lideranças socialistas.