O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que só depois do encerramento do ano letivo retomará os estudos para implementar a proposta de privatizar a gestão da educação municipal.
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Segundo ele, era necessário aguardar um ciclo completo para reunir todos os indicadores que servirão de base ao projeto.
“Nós precisamos de um ciclo de pelo menos um ano para poder ter todos os dados da educação. Estamos fechando esse ciclo agora”, explicou.
O prefeito afirmou que a gestão ainda não tinha informações consolidadas de novembro e dezembro do ano passado e que isso inviabilizava avaliações mais robustas.
“Esse ciclo de um ano vai nos permitir agora ter um diagnóstico melhor. Aí, a gente vai conseguir fazer o projeto para o ano que vem”, acrescentou.
Abilio reforçou que a proposta não envolve privatização pedagógica, mas sim a terceirização de áreas administrativas das escolas.
“O que nós desejamos fazer é privatizar a gestão da educação. O que queremos privatizar é a gestão: gestão dos insumos, gestão da manutenção escolar, gestão predial. A parte pedagógica continua com os servidores da educação”, afirmou.
A iniciativa, que inclui a intenção de terceirizar diretorias escolares e devolver professores-diretores às salas de aula, já vinha sendo discutida internamente, mas enfrentou resistência da categoria, especialmente após o embate envolvendo o pagamento do terço de férias do recesso de julho.
Além da privatização administrativa, Abilio também voltou a mencionar a possibilidade de implantar escolas cívico-militares na rede municipal.
“Se necessário e se a gente encontrar parcerias, fazer escolas cívico-militar também. Não vejo problema nenhum”, disse.