O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues, afirmou que pretende levar aos servidores a proposta de greve geral por tempo indeterminado após a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) manter o veto do governador Mauro Mendes (UNIÃO) ao reajuste de 6,8% dos servidores do Tribunal de Justiça (TJMT). O veto do governador foi mantido por um placar apertado de 12 votos a 10 em sessão realizada nesta quarta-feira (3).
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O presidente do Sinjusmat classificou a votação como uma "imoralidade" e disse que o governador demonstrou que "manda em todos os poderes e órgãos no Estado de Mato Grosso".
Rosenwal Rodrigues afirmou que irá levar o encaminhamento de greve a todos os servidores, expondo o que chamou de "vergonha" ocorrida na Assembleia a todos os servidores. Ele se referiu a Mendes como “brucutu” e “truculento”.
“Eu vou levar o encaminhamento [de greve] a todos os servidores, vamos explanar tudo o que aconteceu aqui na Assembleia, essa vergonha que aconteceu, e obviamente os servidores vão fazer opção ou paralisação geral por tempo indeterminado e a culpa será desse brucutu, truculento, e aí sim a sociedade vai saber qual rumo os servidores vão adotar”, disparou.
O presidente do sindicato questionou a mudança no placar, alegando que houve "traição" de algum deputado, já que o projeto havia sido aprovado por 15 votos na segunda votação.
Além disso, Rosenwal acusou o deputado Beto Dois a Um (PSB), que é vice-líder do governo, de ter votado pelo deputado Silvano do Amaral, o que teria sido "patrolado" pela Assembleia.
“Foi muito estranha essa votação. Nós mostramos e demonstramos que nós tivemos 15 votos favoráveis na segunda votação. Houve uma traição de algum deputado aí. O cabuloso de tudo isso é a imoralidade que a Assembleia veio cometer aceitando o Beto Dois a Um, que é vice-líder do governo”.
“Nós filmamos e pegamos ele votando no Tablet do deputado Silvano Amaral. O deputado Silvano Amaral havia votado anteriormente com os servidores e houve uma discussão entre os dois lá, onde ele apertou a tecla para votar, para não derrubar o veto. E nós pedimos a impugnação disso, só que patrolaram”.
O veto
Mauro vetou integralmente a proposta aprovada pela Assembleia, alegando que o reajuste cria despesa permanente sem comprovação de capacidade financeira para sustentá-la.
No veto enviado aos deputados, o governador afirmou que o aumento alteraria de forma estrutural a folha do Judiciário, elevaria gastos contínuos e poderia colocar o Estado em risco fiscal, já que o TJ estaria próximo do limite máximo permitido pelas regras de responsabilidade.