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Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

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ENTREVISTA AO PODOLHAR

‘A gente incorpora o cliente’: Ilana Santiago explica sua assinatura no luxo contemporâneo


A arquiteta e empresária Ilana Santiago detalhou, em entrevista ao PodOlhar, a forma como desenvolveu a assinatura que sustenta seu trabalho no mercado de alto padrão. Com mais de duas décadas de atuação, ela afirma que o diferencial do escritório está no processo de escuta e compreensão do cliente, etapa que considera determinante para que o projeto final reflita necessidades reais e não apenas preferências superficiais.

Durante a entrevista, Ilana destacou que muitas decisões projetuais partem de observações técnicas alinhadas a informações que o cliente nem sempre consegue verbalizar. Segundo ela, esse entendimento aprofundado faz com que os ajustes solicitados após a entrega sejam raros. “Eu gosto muito de fazer essa pergunta depois, e geralmente, o que eu ouço? ‘Ilana, eu não consigo mudar nada’. Porque a gente pensou muito antes de fazer”, explicou. Ela afirma que esse resultado se deve ao processo de acompanhamento: “A gente conseguiu incorporar o cliente para entender o que era importante para ele. Às vezes, ele nem sabe o que é importante para ele.”

O conceito que guia o escritório, definido por Ilana como luxo contemporâneo, se apoia na busca por ambientes atemporais. Para ela, um projeto desse tipo é aquele que não se situa claramente no tempo. “Atemporal, eu acredito que é aquele projeto que você não sabe se foi feito há 10 anos atrás ou 10 anos pra frente”, afirmou. Ilana avalia que o luxo atual está ligado ao conforto, ao uso de materiais adequados ao estilo de vida de quem mora no espaço e à sensação de acolhimento. O objetivo, segundo ela, é que a casa funcione como um local de descanso, sem necessidade de ostentação.

A arquiteta também explicou que a combinação entre elementos clássicos e contemporâneos é possível quando há equilíbrio e leitura correta do perfil do cliente. Em muitos casos, as preferências são claras; em outros, são percebidas ao longo das conversas. Ela cita como exemplo escolhas de mobiliário que variam completamente de um cliente para outro. O que pode parecer incoerência para quem observa de fora, segundo ela, é resultado de um processo intencional: “Eu falo que a gente incorpora o cliente. (…) De um jeito bonito, bem organizado, sofisticado, porém, do jeito dele, com a cara dele, é o mais importante.”

Ao comentar clientes que chegam influenciados por referências da internet ou de outras casas, Ilana diz que o diálogo é o principal instrumento para alinhar expectativas. Quando identifica que determinada ideia não se adapta ao projeto, ela apresenta alternativas e explica as consequências de cada decisão. “Eu passo a realidade. (…) Não dou uma opção só”, afirmou. Ilana relata que, mesmo defendendo posições técnicas, evita impor escolhas e considera que a decisão final é do contratante.

A assinatura do escritório, segundo ela, é reconhecida por detalhes, pela composição de elementos e pelo modo como objetos pessoais são incorporados aos ambientes. Estantes, quadros e peças de afeto fazem parte desse processo, construído durante anos de relacionamento entre arquiteta e cliente. “A gente tem os nossos detalhes, né? (…) Isso faz a assinatura ser completa”, afirmou.
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