A arquiteta e empresária Ilana Santiago afirmou, em entrevista ao PodOlhar, que o público do agronegócio tem adotado um conceito de “luxo inteligente”, no qual conforto e exclusividade são prioridades, mas sempre acompanhados de controle rígido sobre custos e decisões de investimento. Segundo ela, esse perfil valoriza projetos acolhedores, funcionais e voltados para convívio familiar, sem extravagâncias.
Ao descrever quem procura seu escritório, Ilana afirma que a maior parte dos clientes é formada por empresários, muitos deles do setor produtivo. Eles buscam ambientes voltados para receber família e amigos, com soluções de luxo consideradas despretensiosas. A arquiteta destaca que esse público evita gastos desnecessários. “Ninguém faz isso. Ninguém que ganha dinheiro suado, trabalhado, faz isso, esquece”, afirmou ao comentar a relação dos clientes com o orçamento.
Ilana explicou que o escritório desenvolve um acompanhamento detalhado para assegurar que cada decisão represente um bom uso dos recursos. Ela afirma que orienta onde é necessário investir e onde é possível economizar sem prejuízo ao resultado final. O processo envolve comparativos, avaliação de materiais e análise de impacto a longo prazo, incluindo valorização do imóvel. “O dinheiro investido está sendo bem investido. A gente faz esses balanços, porque a gente tem carinho pelo dinheiro deles também”, afirmou.
A arquiteta diz acreditar que essa postura contribui para a relação de confiança com o público do setor, que compartilha experiências entre si. Segundo ela, parte importante do trabalho é conduzir escolhas que garantam durabilidade e reduzam problemas futuros, sem abrir mão de um projeto personalizado.
Ilana também comentou a mudança de comportamento após a pandemia, período em que a procura por casas aumentou de forma significativa. Para ela, o período acelerou uma tendência que já estava em curso: a valorização do ambiente doméstico. Segundo a arquiteta, a necessidade de permanecer em casa por longos períodos levou muitas famílias a repensar prioridades e a investir em espaços mais funcionais. “A pandemia acelerou muito mais, porque as pessoas notaram e pararam para pensar nisso, porque estava no automático”, afirmou.
Ela avalia que parte desse movimento ainda permanece, embora identifique sinais de que alguns hábitos começam a retornar ao padrão anterior. Mesmo assim, considera que a preocupação com o lar segue relevante e continua influenciando decisões de quem busca um projeto residencial.
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