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Domingo, 15 de fevereiro de 2026

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GIGANTE DA CARNE

Herdeiro dos Bertin paga R$ 2 milhões por TAC ambiental em MT

Foto: Secom-MT

TAC foi firmado com a Sema (foto) e Ministério público

TAC foi firmado com a Sema (foto) e Ministério público

João Bertin Filho, quinto irmão da tradicional família do setor frigorífico que já foi citada na lista de bilionários da revista Forbes na década de 2010, pagou uma multa de quase R$ 2 milhões em razão de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Mato Grosso e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). O acordo envolve dois processos administrativos ambientais, conforme publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (5).


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A multa foi fixada em R$ 1.972.262,16 e corresponde a 8.411,83 UPFs/MT. O pagamento foi parcelado em 36 vezes. A primeira parcela foi paga diretamente a uma microempresa individual (MEI) chamada Gustavo Wolf, cujo CNPJ está registrado em conta bancária usada para projetos de compensação ambiental. As demais parcelas, segundo o extrato, são repassadas à conta oficial do programa COMPAMBIENTAL-TAC-PBA, administrado pela Sema.

O nome de João Bertin Filho já havia aparecido em listas do governo federal por envolvimento com trabalho análogo à escravidão, em 2013, o que à época causou ruído no setor agropecuário e marcou o início de seu afastamento gradual da operação do grupo.

João é um dos cinco irmãos que herdaram e expandiram o império Bertin após a morte de Henrique Bertin, o primogênito e fundador do frigorífico que deu origem ao grupo em 1977. Com presença em diversos países, a empresa virou referência em exportações e chegou a controlar a indústria de laticínios Vigor.

Em 2010, a JBS comprou o frigorífico Bertin, uma fusão anunciada em 2009 e concretizada com a criação de uma holding, a FB Participações, onde a JBS ficou com 60% e a Bertin com 40%, formando um gigante global de carnes, mas o processo gerou disputas judiciais e investigações sobre irregularidades, especialmente envolvendo o BNDES. O fim do imbróglio acabou com a consolidação da ascensão dos irmãos Wesley e Joesley Batista.

De lá pra cá, o Grupo Bertin passou a se chamar Grupo Heber e os irmãos Bertin, Reinaldo, Fernando, Silmar e Natalino mantêm atividades distintas, da engenharia ao mercado financeiro, enquanto João se mantém fora dos quadros empresáriais e focou na pecuária e manteve residência oficial em Lins (SP), sede original do grupo.
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