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desenvolveu síndrome de Estocolmo

Viúva de morto por facção foi obrigada a viver ‘casamento’ com criminoso para não ser executada; delegado se diz perplexo

05 Dez 2025 - 10:53

Da Redação - Vinicius Mendes / Do Local - Thiago Stofel

Foto: Olhar Direto

Viúva de morto por facção foi obrigada a viver ‘casamento’ com criminoso para não ser executada; delegado se diz perplexo
O delegado Nilson Farias afirmou que a esposa de José Wallef dos Santos Lins, que foi executado por membros de uma facção criminosa, foi obrigada a viver um “casamento” com um faccionado para que fosse mantida viva. Os envolvidos no homicídio de José Wallef foram presos nesta sexta-feira (5) durante a operação Ditadura Faccional CPX. Segundo o delegado, a mulher, supostamente, desenvolveu uma síndrome de Estocolmo com o faccionado com quem foi obrigada a se “casar” e não revelou o paradeiro dele.


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O homicídio de José Wallef dos Santos Lins ocorreu no último mês de agosto em Várzea Grande. Ele veio de Maceió (AL) e já tinha passagens criminais. Na ocasião, a esposa e o filho dele também foram sequestrados.

“Esse caso específico foi um caso, assim, que até mesmo como autoridade policial ficamos muito perplexos, porque essa família foi sequestrada no Dia dos Pais, a criança ficou em posse de uma [suspeita], que é a Michele, a mulher, a facção foi lá, pegou a esposa do José Wallef, quebrou o braço dela, tudo isso para ter acesso aos dados do celular para confirmar se ele era ou não de outra facção”, disse o delegado em entrevista coletiva nesta sexta-feira (5).

Conforme apurado pela Polícia, não satisfeitos com a execução de Wallef, eles ainda propõem à mulher dele, para que não fosse executada, que aceitasse um outro membro da facção em casamento, tudo isso na frente do esposo dela que estava prestes a ser assassinato. A mulher aceita, eles matam Wallef e ela, de fato, passa a ter que viver com o faccionado.

“Ela viveu essa situação, ela ‘estocolmizou’ com o agressor, tanto é que nós não descobrimos quem é esse agressor que ela ficou casada, porque ela acabou não não abrindo durante as investigações, então, realmente é uma situação muito bárbara”, pontuou o delegado.

A Polícia Civil pontuou que a mulher já não vive nesta situação, que já foi embora de Mato Grosso e vive em um local não informado.
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