A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), voltou a comentar nesta semana sobre a Comissão Processante aberta contra sua gestão na Câmara Municipal, classificando a investigação como uma "tempestade em copo d'água".
Leia também:
No Conselhão de Lula, Eraí diz que exigência ambiental é ‘solução do agro’ e defende transição energética
A comissão tem como objetivo investigar o uso do slogan da gestão Moretti que é Transparência, Trabalho e Progresso” em material entregue a estudantes, o que configura uma suposta infração político-administrativa.
Flávia afirmou que a comissão foi criada por uma por uma manobra política do presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), que, segundo ela, "não aceita" o fato de ela ter sido eleita prefeita.
A prefeita negou qualquer participação pessoal na ação, afirmando que a decisão foi exclusivamente da Secretaria de Educação.
“É uma tempestade no copo d'água. Primeiramente, vou deixar bem claro que todo o processo dos uniformes não passou por mim, não passou pela Flávia. Foi único e exclusivamente pelo secretário”.
Ela reforçou que o ataque é pessoal do presidente, e não de todos os vereadores da Casa. “Não é a câmara, é o presidente da Casa. É o presidente. O presidente da casa não aceita o fato de eu ter sido eleita a prefeita. Ele não aceita”. Na última semana, a prefeita já havia acusado o presidente de querer levar a prefeitura “no tapetão”.
Segudno a gestora, o relatório da denúncia lido no plenário pegou até mesmo os parlamentares de surpresa. “Os vereadores se depararam com uma denúncia, com o processo de uma possível abertura de uma comissão. Porém, eles não sabiam o que estava acontecendo. Então é justo que os vereadores, nem tinham visto a denúncia. Foi lida na hora. Os vereadores têm direito a saber, a entender, tecnicamente, a leitura, porque é grave. É grave, então tem que ver”.