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PL da dosimetria não enfraquece pauta da anistia e direita estuda ressarcir presos de 8 de janeiro, afirma Barbudo

14 Dez 2025 - 16:36

Da Redação - Rafael Machado / Do Local - Jardel P. Arruda

Foto: Olhar Direto

PL da dosimetria não enfraquece pauta da anistia e direita estuda ressarcir presos de 8 de janeiro, afirma Barbudo
O deputado federal Nelson Barbudo (PL) afirmou que a aprovação do projeto da dosimetria, votado na madrugada desta quarta-feira (10) na Câmara dos Deputados, não altera a estratégia da direita em defesa de uma anistia ampla para os condenados pelos atos de 8 de janeiro e para o ex-presidente Jair Bolsonaro.


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Segundo ele, o tema continuará sendo prioridade da bancada.

“Nunca deixaremos, nunca deixaremos”, disse Barbudo ao ser questionado se a aprovação da dosimetria poderia esfriar a pauta.

O parlamentar criticou a esquerda e disse que, historicamente, ela teria defendido anistias mais amplas para seus aliados.

“Quando era para eles, a anistia era geral, ampla e restrita. […] Agora nós vimos as manifestações, não era golpe”, afirmou.

Barbudo reforçou que a bancada já se organiza para retomar o debate no Congresso.

“O nosso líder ontem, Sóstenes, falou que a partir da semana que vem já estaremos mexendo para arrumar um jeito de fazer esta anistia se valer ampla, geral e restrita”, declarou, destacando que o PL não pretende “deixar isso em branco”.

Ao comentar a fala do senador Otto Alencar (PSD-BA), que defendeu engavetar o projeto e classificou a proposta como bandeira apenas de bolsonaristas, Barbudo afirmou que o Senado não deve barrar o avanço da pauta.

“O Senado sinalizou que vai apoiar […] e não vai ser Otto que vai barrar esse projeto nosso”, disse.

Barbudo também rejeitou a ideia de que a anistia seja uma demanda restrita ao bolsonarismo.

“Não, o povo do Mato Grosso, inclusive. Por que nós lutamos tanto? Quantos irmãos nossos aqui do Mato Grosso foram presos, empresários que foram destruídos ilegalmente?”, declarou.

Indenização

O deputado defendeu ainda que, caso a anistia avance, os presos e condenados sejam indenizados assim como a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) que recebeu indenização de R$ 100 mil e anistia por sua atuação durante a ditadura militar.

“Nós vamos lutar, na hora que tiver essa anistia, para que eles sejam ressarcidos, indenizados. Dona Dilma Rousseff não foi indenizada há pouco tempo? Dilma roubou a mão armada, teve anistia geral e foi indenizada há pouco tempo”, disse.

Segundo ele, Jair Bolsonaro demonstrou disposição para abrir mão de benefícios pessoais caso a anistia priorize os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

“Bolsonaro disse ontem claramente: se anistiar o povo, eu posso ficar de fora [...] Palavra de um grande líder. Ele falou: vai e vota para que nossos irmãos que estão sofrendo possam ser libertados mais cedo”, relatou.
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