O governador Mauro Mendes (UNIÃO) afirmou que o Estado garantiu a proteção de 99,9% das mulheres que registraram algum tipo de queixa de violência doméstica. Segundo o governo, das mais de 16 mil mulheres que formalizaram algum tipo de reclamação, 7 "tiveram consequências fatais". O governador enfatizou: "estamos fazendo tudo para protegê-las".
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Segundo Mendes, o estado implementou e tem mantido todas as medidas possíveis para proteger as vítimas de violência doméstica, e o objetivo, diz ele, é intensificar essas ações.
“Em Mato Grosso, mais de 16 mil mulheres registraram uma reclamação perante a Justiça e perante o Estado, e dessas mais de 16 mil mulheres, apenas 7 tiveram consequências fatais. Então, o Estado protegeu 99,9% das mulheres que procuraram o Estado. E nós estamos fazendo tudo o que é possível, tudo o que é colocado como ideia real, como ideia concreta, estamos implantando para fazer a proteção das mulheres”, disse em entrevista nesta quarta-feira (10).
O governador afirmou que todos os índices de segurança pública de Mato Grosso estão muito menores do que estiveram no passado.
Ele atribuiu isso ao forte investimento na segurança pública e disse que vai continuar fazendo tudo o que é possível para “proteger as mulheres e diminuir a violência doméstica no Estado de Mato Grosso".
Em 2024, Mato Grosso registrou a maior taxa proporcional de feminicídios do país, de acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Naquele ano, 47 mulheres foram assassinadas.
A Polícia Civil, por sua vez, registra índice de 100% de esclarecimento de autoria nos crimes de feminicídio ocorridos no estado em 2025. O dado, presente em relatório preliminar do monitoramento realizado pela Diretoria de Inteligência, reforça a eficiência das investigações qualificadas conduzidas pelas unidades policiais.
De 1º de janeiro até o dia 26 de novembro deste ano, foram registradas 51 mortes violentas de mulheres motivadas por razão de gênero. Os casos ocorreram em diferentes regiões do estado, demonstrando que a violência letal contra mulheres e meninas é descentralizada e atinge tanto grandes centros urbanos quanto municípios de pequeno porte.
Apesar do número preocupante desse tipo de crime, o trabalho investigativo apresenta desempenho expressivo com 43 inquéritos concluídos e remetidos ao Poder Judiciário, representando 84% de conclusão dos feminicídios. Outros oito inquéritos recentes permanecem em cartório, também com autoria esclarecida, aguardando apenas a finalização dos procedimentos formais.
Embora os dados evidenciam forte empenho da Polícia Civil na elucidação dos crimes, com altas taxas de conclusão e responsabilização, o crescimento dos feminicídios acende um alerta.
A persistência desse tipo de violência demonstra que, mesmo com respostas eficientes do sistema de justiça, a prevenção é um ponto importante e que vem sendo reforçada. Um dos objetivos é a mudança de cultura e a forma de pensamento dos agressores.