O secretário de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, admitiu ao
Olhar Direto que houve consumo de bebida alcoólica na confraternização realizada pela Secretaria Municipal de Educação (SME), na terça-feira (9), no espaço Conquista, no bairro Ribeirão do Lipa. No entanto, ele negou qualquer uso de recurso público no evento e defendeu que servidores públicos têm o mesmo direito que trabalhadores da iniciativa privada de participar de celebrações internas.
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A fala ocorreu após o prefeito Abilio Brunini (PL) anunciar ao
Olhar Direto que advertiu formalmente o secretário e determinou a abertura de investigação pela Controladoria-Geral do Município. A intenção do chefe do Executivo cuiabano é saber se houve gasto do dinheiro público com a festa.
“Tinha bebida alcoólica, sim”, admitiu o secretário. “De imediato expliquei ao prefeito e explico para você: não houve nenhum recurso público envolvido. O espaço foi doado, tudo foi doação, não existe nenhum dinheiro público”, garantiu.
A confraternização gerou forte repercussão após uma mulher publicar vídeos mostrando servidores consumindo cerveja, com palco montado e clima de festa no horário de trabalho, enquanto escolas funcionavam normalmente. O prefeito classificou a conduta como irregular e afirmou que nenhuma atividade municipal pode ser suspensa para eventos internos, especialmente com bebida alcoólica.
Amauri explicou que, das 9h às 14h, foi realizado um encontro de trabalho com participação de mais de 400 servidores e apresentação do planejamento de 2026. Segundo ele, apenas depois desse horário foi servido almoço.
“Depois das 14 horas, foi feito realmente uma confraternização da equipe da secretaria, coisa que é normal em qualquer instituição pública ou privada”, diz Amauri
Ao justificar a confraternização, o secretário defendeu que não existe diferença entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada quando se trata de reconhecimento e celebrações de fim de ano.
“Servidores públicos, assim como os privados, também merecem comemorar. Concordo que devam comemorar o que a gente conseguiu fazer durante esse ano. A gente não vê o servidor público diferente das demais pessoas”, declarou.
Amauri também rebateu a informação que as escolas ficaram desassistidas durante o evento. Segundo ele, todos os profissionais foram atendidos sem nenhum prejuízo.
“Não teve nenhum caso em que a professora precisou de algo que não tivesse devidamente atendido. Isso tudo é uma forma de denegrir a imagem dos servidores da educação. Não é verdade. Professora não entra em contato com a secretaria durante o dia porque está em sala de aula.”
Questionado se se sentiu constrangido por não ter sido ouvido antes de o prefeito encaminhar o caso à Controladoria, Amauri disse não ver problema
“O prefeito conversou comigo por telefone, me explicou a situação e o posicionamento dele. Não há problema nenhum em responder qualquer questão, seja na Controladoria, seja onde for. Estou completamente tranquilo”.