O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), afirmou que o lançamento de pré-candidaturas ao governo, incluindo o União, com o senador Jayme Campos, e o PL, com o senador Wellington Fagundes, não inviabiliza uma eventual aliança entre as duas siglas nas eleições de 2026.
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Segundo ele, o cenário atual é “natural” no início do processo eleitoral e tende a se afunilar à medida que se aproximam as convenções partidárias.
A declaração ocorre após uma sequência de movimentos que acirraram as especulações sobre a dificuldade de união entre União Brasil e PL. Na semana passada, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, oficializou a pré-candidatura de Wellington Fagundes ao governo.
Já na quarta-feira (10), Jayme Campos anunciou publicamente que também disputará o Palácio Paiaguás, em posicionamento revelado primeiro em suas redes sociais, e que, conforme Garcia havia dito anteriormente, sequer foi comunicado oficialmente ao partido.
Questionado se a multiplicidade de nomes dificulta as articulações do governo em torno de Otaviano Pivetta (Republicanos), o nome defendido pelo governador Mauro Mendes, Garcia respondeu que não.
“Bom, em todas as eleições, todas, é bem natural as colocações das pré-candidaturas. Elas, obviamente, quando vão chegando próximo das convenções, elas se afunilam. Portanto, eu não vejo que esteja acontecendo nada atípico nessa construção das candidaturas ao governo de 2026”, afirmou.
O secretário disse ainda que a existência de projetos individuais não significa rompimento entre os grupos políticos.
“É natural que os partidos políticos que têm quadro coloquem seus nomes à disposição e depois a gente senta no melhor diálogo possível para oferecer os melhores nomes para a sociedade mato-grossense dar a palavra final”, destacou.