O deputado estadual Júlio Campos (UNIÃO) afirmou nesta quarta-feira (10) que a direita enfrentará dificuldades significativas para competir com o presidente Lula (PT), que buscará o quarto mandato, nas eleições de 2026. Segundo o deputado, o petista é um adversário difícil devido à sua grande capacidade de articulação política. Além disso, Júlio sugeriu que Lula não hesita em "antecipar a compra de votos".
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Sobre a acusação de compra de votos, ele mencionou o "bolsa isso” e “isenção daquilo". A primeira expressão é uma clara alusão ao Bolsa Família, programa social de transferência de renda que tem a marca registrada de Lula desde o seu primeiro mandato, em 2003.
Quanto à "isenção", é provável que ele se refira à lei que eleva a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para quem recebe até R$ 5 mil mensais, promessa de campanha de Lula na campanha de 2022 que foi cumprida na gestão atual.
“Não é fácil derrotar um presidente do exercício do poder, ainda mais um presidente que sabe fazer política como Lula e como mede as consequências em fazer as vantagens, em antecipar praticamente a compra do voto. Bolsa isto, bolsa aquilo, isenção disso, isenção daquilo”, disse
Segundo Júlio, Lula é um candidato de peso. O parlamentar diz que a oposição só terá chances de disputar em pé de igualdade se estiver unida. Ele afirma que, do contrário, a direita "desunida até não terá o sucesso esperado”.
Por enquanto, o candidato da direita para 2022 é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para concorrer ao Palácio do Planalto em 2026.
Perguntando se é possível Flávio conseguir o feito que nem Jair Bolsonaro conseguiu, com a máquina em mãos, vencer Lula, Júlio classificou o questionamento como difícil e citou que Lula ainda não engrenou.
Ele afirmou que esperava a escolha do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), o que acabou não acontecendo.
“É uma pergunta realmente razoável e difícil de responder, porque realmente há quatro anos nós estávamos no poder, todos nós unidos, firmes e fortes, mas não conseguimos vencer por uma margem mínima de 2%, 1%, nós perdemos a eleição. Não sei se teve algum problema fora do processo normal, mas perdemos. Mas agora vamos ver. O governo também não está tão bem avaliado”, contou.
“Na última pesquisa, a maioria da população ainda não está de acordo com o atual governo, com as medidas que ele tem tomado. Mas eleição é eleição. Eu esperava que, no meu ponto de vista, o Tarcísio seria um grande candidato”, finalizou.