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Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

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ENTREVISTA AO PODOLHAR

“Não rejeito, mas não é meu plano”, David Moura sobre disputar eleição


O secretário David Moura (Cultura, Esporte e Lazer) afirmou que não pretende disputar eleições no curto prazo e que, hoje, avalia ter perfil mais alinhado à gestão do que à atuação parlamentar. A declaração foi dada durante participação no PodOlhar, já disponível no YouTube e nas plataformas de áudio.

Ex-atleta de alto rendimento e ex-número um do mundo no judô, Moura ingressou no governo estadual após encerramento da carreira esportiva, primeiro como secretário adjunto de Esportes e, desde 2024, como titular da Secel. O avanço dentro da estrutura administrativa abriu especulações sobre uma eventual entrada na política partidária, possibilidade que ele não descarta completamente, mas diz não considerar para agora.

“Não rejeito a ideia, mas acho que tenho mais perfil de executivo. É uma engrenagem que precisa de gente boa. Acredito que posso contribuir mais na secretaria”, afirmou. Moura disse ser alinhado ao grupo político do governador Mauro Mendes e destacou que o Estado já conta com representantes suficientes no Legislativo. “Hoje não me vejo disputando eleição. Não faz sentido. As coisas funcionam porque temos bons gestores.”

O secretário afirmou ainda que a ausência de pretensão eleitoral facilita a relação com deputados estaduais e federais. “Se eu fosse candidato, viraria adversário de alguns”, disse. Segundo ele, o foco atual é consolidar sua experiência administrativa. “Tenho 38 anos, sou novo. Quem sabe, um dia, mais para frente. Por enquanto, quero servir onde for preciso.”

Além da discussão sobre futuro político, Moura comentou sobre formação de atletas, desafios emocionais da carreira e a importância de desenvolver múltiplas habilidades, não apenas esportivas. “O que eu vejo hoje é que as pessoas são sensíveis às dificuldades. Os grandes campeões lidam bem com elas, entendem que fazem parte do processo”, afirmou.

O secretário também relacionou essa visão à gestão pública. “Na gestão tem muita coisa que a gente sonha em fazer, mas não consegue. Não é o fim do mundo. A gente faz o que pode, o que tem controle.”

Ao comentar sua experiência no Instituto Reação, projeto social dedicado ao desenvolvimento de crianças e jovens, Moura reforçou a filosofia que orienta seu trabalho. “A gente não tem controle sobre o que acontece, só sobre como reage. Por isso o projeto se chama Reação: é levantar e ajudar outras pessoas a se levantarem.”
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