O secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, David Moura, afirmou que enfrentou desconfiança inicial ao assumir a pasta, especialmente por sua trajetória construída no esporte. Em entrevista ao PodOlhar, ele disse que buscou reorganizar fluxos internos, aproximar a secretaria dos municípios e demonstrar que cultura e esporte compartilham objetivos semelhantes.
Moura afirmou que parte da resistência decorre da percepção de que são áreas distintas demais para serem conduzidas conjuntamente. Segundo ele, a secretaria trabalha para alterar essa leitura. “A pasta é Cultura, Esporte e Lazer. E talvez a gente esteja mudando um pouco essa história. Cultura e esporte, no fim das contas, são muito parecidos e, em muitos momentos, andam juntos”, disse.
O secretário defendeu que o foco das políticas públicas deve ser a oferta de oportunidades para crianças e jovens em todas as regiões do Estado. Ele citou ações de capacitação em 50 municípios, ampliação dos Pontos do Esporte e dos Pontos de Cultura e apoio a projetos sociais que atuam na “ponta”, apesar das dificuldades enfrentadas por grupos sem formalização. “Recebo professores e artistas talentosos, mas que não conseguem acessar recursos porque não têm documentação ou estrutura mínima. Com organização, eles podem ajudar mais e melhor”, afirmou.
Moura disse que sua chegada ao governo foi acompanhada de questionamentos, mas relatou que encontrou apoio integral do governador Mauro Mendes. “Eu já entrei com certa credibilidade pelo que vivi no esporte e pela minha preparação. Sinceramente, não lembro de ter tido alguma ideia boa que o governador não tenha aprovado”, afirmou.
O secretário citou ainda projetos estruturantes em andamento, como o Parque Novo Mato Grosso, o Palácio das Artes Marciais e equipamentos esportivos de alta performance para modalidades como skate, bicicross e automobilismo. Para ele, esses investimentos ampliam perspectivas e mudam o cenário esportivo no Estado. “Até agora, um skatista de Mato Grosso não tinha como sonhar em ser medalhista olímpico porque não tinha onde treinar. Agora não. Estamos nos tornando um centro brasileiro – e talvez mundial – do esporte”, disse.
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