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Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

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Abilio propõe emenda para recompor R$ 2,1 milhões no orçamento da Secretaria da Mulher

Foto: Reprodução

Abilio e a secretária da Mulher, Hadassah Suzannah

Abilio e a secretária da Mulher, Hadassah Suzannah

Após sofrer críticas pela redução de recursos destinados à Secretaria Municipal da Mulher, o prefeito Abilio Brunini (PL) apresentou uma emenda modificativa ao projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 propondo a suplementação de R$ 2,1 milhões para a pasta. A medida foi encaminhada à Câmara Municipal de Cuiabá em caráter de urgência e tenta recompor parcialmente o orçamento da secretaria, que havia sido alvo de questionamentos por ter perdido cerca de 50% dos recursos previstos para o próximo ano.


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A emenda consta na Mensagem nº 141/2025, que altera a versão mais recente do orçamento municipal enviada pelo Executivo. No texto, o gestor cuiabano justifica a suplementação como necessária para “fortalecer as ações de proteção, prevenção e combate à violência contra mulheres”, diante do aumento da demanda por atendimentos e da necessidade de aprimorar a rede municipal de apoio.
 
Segundo o prefeito, os R$ 2,1 milhões adicionais permitirão ampliar equipes técnicas, melhorar a estrutura dos serviços, garantir o funcionamento de centros de referência e casas-abrigo, além de intensificar campanhas educativas e ações integradas de proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade. O recurso será destinado ao programa “Implementar Ações e Políticas para Mulheres”, dentro da Secretaria Municipal da Mulher.
 
Para viabilizar a suplementação, o Executivo propõe a anulação parcial de igual valor do orçamento da Secretaria Municipal de Comunicação Social, especificamente da rubrica de divulgação institucional.
 
Críticas
 
A proposta surge após críticas, especialmente da vereadora Maysa Leão (Republicanos), a qual afirmou que o orçamento originalmente enviado pelo prefeito reduzia pela metade os recursos da pasta, comprometendo políticas públicas de enfrentamento à violência..
 
Entre as preocupações levantadas pela vereadora estavam o enfraquecimento da rede de acolhimento às vítimas, como a Rede Sentinela, e o atraso na conclusão da Casa da Mulher Brasileira, considerada estratégica para centralizar atendimentos e garantir proteção às mulheres em situação de risco.
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