Akcel Lopes Campos, preso por envolvimento na morte de três motoristas de aplicativo, em abril de 2024, utilizou nome e documento falsos na tentativa de enganar policiais civis durante a prisão realizada na última sexta-feira (9), no município de Juara. Após a detenção, ele foi transferido para Cuiabá, onde permanece preso.
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De acordo com a apuração da reportagem, o suspeito estava sendo monitorado em sua residência quando saiu de casa para ir a um supermercado. Enquanto fazia compras, os policiais efetuaram a prisão.
No momento da abordagem, Akcel tentou se passar por outra pessoa, afirmando se chamar João, e disse possuir um documento em casa que comprovaria a identidade. Os agentes foram até o imóvel e constataram que se tratava de documentação falsa.
O mandado de prisão foi cumprido e o suspeito encaminhado à delegacia.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (12), o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que Akcel teve participação direta nos homicídios. Em um dos crimes, segundo o delegado, o suspeito chegou a utilizar um canivete que pertencia à própria vítima para cometer o assassinato.
Ainda conforme a DHPP, a atuação de Akcel vai além do que já foi divulgado. Algumas das execuções teriam sido gravadas e enviadas a um comparsa, segundo informou o delegado.
As vítimas foram identificadas como Nilson Nogueira, de 42 anos; Elizei Rosa Coelho, de 58; e Márcio Rogério Carneiro, de 34. Os três desapareceram enquanto trabalhavam entre os dias 11 e 14 de abril de 2024 e, posteriormente, foram encontrados mortos.