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‘COBRANÇA LEGÍTIMA’

Projeto da RGA ainda não chegou à AL; Max defende diálogo para resolver impasse entre governo e servidores

13 Jan 2026 - 14:05

Da Redação - Rafael Machado / Do Local - Luis Vinicius

Foto: Olhar Direto

Projeto da RGA ainda não chegou à AL; Max defende diálogo para resolver impasse entre governo e servidores
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), afirmou nesta terça-feira (13) que o projeto de lei que trata da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores estaduais ainda não chegou ao parlamento.


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Segundo ele, a proposta deve ser protocolada ao longo do dia para que os deputados possam iniciar a análise e o debate sobre o tema.

Ao comentar a sinalização do governador Mauro Mendes (União) de que pretende conceder apenas o índice do IPCA, Russi disse que ainda não houve conversa direta sobre o assunto.

“Não, ele não teve essa conversa comigo ainda. Esse projeto não chegou à Assembleia, deve estar chegando no dia de hoje. Esperar chegar para gente fazer uma discussão com os deputados e a gente definir com encaminhamento que a gente vai dar esse projeto”, declarou.

Questionado sobre a dificuldade de pagamento do percentual acumulado de 19,52% da RGA, o presidente reconheceu as limitações financeiras do Estado, mas ressaltou que a reivindicação dos servidores é legítima.

“Eu acho que toda cobrança é legítimo, a gente tem que atender, escutar, ver como é que pode estar trabalhando. Se tem trabalhado esse percentual, é lógico que de uma vez o Estado não tem condição”, afirmou.

Apesar disso, Max destacou que o Legislativo está aberto ao diálogo para buscar uma solução entre o Palácio Paiaguás e o funcionalismo público.

“Mas o debate está aberto, é momento desse debate acontecer e vamos estar discutindo e trabalhando e vendo como a gente pode estar votando na sessão de amanhã esse encaminhamento feito pelo Executivo que vai atender os nossos servidores para que eles tenham a reposição ainda no mês de janeiro”, completou.

A declaração ocorre em meio à mobilização dos servidores públicos estaduais, que não descartam deflagrar greve caso o governo não abra negociação para quitar o passivo acumulado de 19,52% da RGA. A pressão acontece às vésperas da votação da revisão salarial para 2026, prevista para esta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa.

Até o momento, o Palácio Paiaguás não encaminhou oficialmente o projeto da RGA aos deputados. A expectativa é de que o percentual proposto seja o da inflação oficial medida pelo IPCA, que fechou 2025 em 4,26%, abaixo do índice previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, de 4,56%.

Dados do Dieese apontam que, entre 2017 e 2025, a inflação acumulada foi de 57,18% pelo INPC e de 58,03% pelo IPCA, enquanto os reajustes concedidos aos servidores estaduais no período somaram apenas 32,22%.
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