O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que eventuais mudanças no secretariado estadual são naturais caso se confirme a posse do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no comando do Palácio Paiaguás. O cenário é considerado diante da possibilidade de renúncia do governador Mauro Mendes (União) em abril, para disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.
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Ao comentar o assunto nesta terça-feira (13), Júlio destacou que, além de uma reorganização administrativa própria de uma mudança de comando, o governo também passará por alterações obrigatórias em razão da legislação eleitoral. Secretários que pretendem concorrer ao pleito terão de se descompatibilizar dos cargos, o que deve abrir espaço para uma reconfiguração mais ampla da equipe.
Entre os nomes previstos estão Gilberto Figueiredo, da Secretaria de Saúde; Alan Porto, da Educação; e o coronel Roveri, da Segurança Pública. Segundo o deputado, somente com a saída de Mauro Mendes e de secretários candidatos, o novo governador já teria condições de promover mudanças significativas no primeiro escalão.
“O vice-governador Pivetta sempre foi um homem independente, politicamente, administrativamente e financeiramente. Ele sempre trouxe suas ideias e sempre se posicionou. Se ele assumir o governo em abril, vai mudar algumas coisas”, afirmou Júlio, ao avaliar que o novo arranjo permitirá a escolha de auxiliares mais alinhados ao perfil e às propostas de Pivetta.
O parlamentar também citou que uma das prioridades anunciadas pelo vice-governador é a construção da MT-030, rodovia que pretende reduzir a distância entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. A proposta prevê um novo traçado, fora do trecho do Portão do Inferno, passando pela região do Coxipó do Ouro.
Apesar de classificar a obra como estratégica, Júlio Campos ponderou que o projeto ainda enfrenta desafios técnicos, especialmente no trecho da subida da serra, na chegada à Chapada. A inclinação do terreno exige soluções de engenharia específicas para viabilizar a execução definitiva da rodovia.
Além da MT-030, o deputado avaliou que uma eventual gestão de Pivetta também terá como desafio lidar com obras em andamento ou pendentes de conclusão, como o sistema de transporte coletivo da capital, o Hospital Universitário Júlio Muller, hospitais regionais no interior e intervenções no Portão do Inferno.
Segundo Júlio, caso Mauro confirme a saída do cargo, deixará um volume expressivo de obras executadas no estado, enquanto o sucessor terá a tarefa de dar continuidade e definir prioridades para projetos estruturantes ainda não concluídos.