"Na Venezuela não existe democracia, mas não significa que os EUA possam invadir e sequestrar o presidente", diz Taques :: Notícias de MT | Olhar Direto

Olhar Direto

Terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Notícias | Política MT

NA DISPUTA PELO SENADO

"Na Venezuela não existe democracia, mas não significa que os EUA possam invadir e sequestrar o presidente", diz Taques

Foto: Olhar Direto

O ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSB), pré-candidato ao Senado, detonou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamando-o de ditador, mas ao mesmo tempo reprovou a ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de invadir o país e, em suas palavras, "sequestrar" o líder venezuelano. 


Leia também:
Governo diz que impacto da RGA de 4,26% nos cofres será de R$ 1 bilhão


Em entrevista ao Olhar Direto nesta segunda-feira (12), Taques diz que esse tom adotado por ele já o diferencia de seus possíveis adversários no pleito do próximo ano.

Taques defendeu que existe espaço para uma candidatura que "defenda a democracia, defenda a Constituição" e se colocou em oposição a pré-candidatos que, segundo ele, ficam "batendo 'palminha' para Trump, comemorando a invasão da Venezuela, comemorando taxação de produtos brasileiros".

"Eu defendo o Brasil, quero ser senador da República, não senador do presidente Trump ou dos Estados Unidos", afirmou Taques. O ex-governador criticou o apoio de alguns pré-candidatos à taxação de produtos brasileiros impostas pelos EUA e se distanciou da postura de alinhamento automático a Trump.

O ex-governador ressaltou que, apesar de considerar Maduro um ditador e a Venezuela sem democracia, não apoia uma intervenção militar dos EUA. 

"O Maduro é um ditador. Na Venezuela não existe democracia, mas isso não significa que o presidente dos Estados Unidos possa invadir a Venezuela e sequestrar o presidente. Alguns pré-candidatos aqui apoiaram isso, eu não apoio isso, eu apoio o direito internacional, a democracia, o respeito aos direitos humanos".

Questionado sobre a mudança no eleitorado desde sua saída da política em 2018 e como planeja se inserir em um estado com forte presença de eleitos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Taques afirmou que focará em temas democráticos e no desenvolvimento do país. 

"Eu sou um soldado para lutar pelo desenvolvimento do Brasil, pela democracia, pela iniciativa privada dentro do que está na Constituição."

A entrada de Taques na corrida ao Senado pelo campo que apoia o presidente Lula não tem sido tranquila. O anúncio inicial do presidente nacional do PT, Edinho Silva, sobre o nome do ex-governador causou mal-estar entre aliados, sendo recebido com desconforto por integrantes da Federação Brasil da Esperança, que tem PV, PT e PCdoB - principalmente do PT.

Diante do mal-estar, Edinho Silva precisou reformular o discurso e deixar claro que qualquer construção de aliança no estado dependerá do aval do ministro. “Não haverá nenhuma construção de aliança no estado sem o reconhecimento da liderança do ministro Carlos Fávaro”, afirmou o presidente do PT.

No entanto, Taques disse que tem conversado com partidos da federação. Ele não citou, porém, o PT, partido que integra a federação e que, no momento, é o que mais tem oposição ao seu nome, nem o PSD de Fávaro.
“Temos conversado com vários partidos políticos, já conversamos com a Rede, já conversamos com o PDT, já conversamos com o PSOL, já tivemos uma conversa com o PV, com o PCdoB, já fizemos essas articulações. Eu sou pré-candidato ao Senado, vou construir essa candidatura junto com esses partidos”, contou à reportagem. 

O principal obstáculo ao seu nome na Federação é a relação nada boa de Taques com o ministro Fávaro, senador licenciado e principal articulador da Federação em Mato Grosso. O rompimento entre os dois, em 2018, foi marcado por duras críticas públicas de Fávaro, então vice-governador, à gestão Taques.
 
Entre no nosso canal do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui
 

Comentários no Facebook

Sitevip Internet