A adolescente de 16 anos, identificada como Emilly Carolaine Roman, foi torturada até a morte em um "salve"do tribunal do crime de uma facção em Araputanga. Segundo as investigações, ela foi submetida a horas de agressões, incluindo choques elétricos, afogamentos em caixa-d'água e, por fim, estrangulada com um lençol.
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O crime foi registrado em vídeo, gravado durante videochamadas com outros membros da facção, demonstrando a frieza e a organização do grupo criminoso. O corpo da vítima foi encontrado dois dias depois, em 21 de outubro de 2025, nas margens do Rio Bugres.
A vítima foi atraída para uma casa no bairro Jardim Village, onde o ritual de tortura foi registrado em vídeo durante videochamadas com outros membros da facção. As imagens, que mostram a frieza e a organização do grupo, foram usadas como prova na investigação.
De acordo com o delegado Cleber Emanuel Neves, a polícia levou cerca de seis meses para desvendar o caso e já prendeu três suspeitos ligados à rede criminosa. "A tortura foi praticada com choques elétricos, agressões físicas e possíveis afogamentos", afirmou o delegado, destacando que o inquérito será em breve encaminhado ao Poder Judiciário.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Proditio, para o cumprimento de 21 ordens judiciais contra a célula de uma facção criminosa envolvida nos crimes de tortura, homicídio e ocultação de cadáver da jovem.
Ao todo, foram cumpridos na operação quatro mandados de prisão preventiva, três mandados de internação provisória, sete mandados de busca e apreensão e sete mandados de quebra de sigilo de dados telemáticos, expedidos pela Vara Única de Araputanga, com base nas investigações realizadas pela Polícia Civil.