A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que ao ser informada previamente sobre as manifestações ocorridas no Paço Couto Magalhães, sede do município, determinou o reforço da segurança pela Guarda Municipal de Várzea Grande. A medida, segundo ela, teve como objetivo evitar novos episódios de violência, após a agressão a um jornalista registrada em manifestação na quinta-feira (15).
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Ao comentar o tema, a prefeita destacou que não é contra manifestações públicas, mas criticou a forma como os atos estariam sendo organizados. Ela afirmou que a oferta de benefícios aos participantes pode caracterizar abuso.
“É abuso de poder para quem está organizando essa manifestação, porque esse tipo de oferta, almoço e água, água até compreendo, por causa do calor, mas almoço, comida, é realmente um abuso de poder econômico e, se for ligado a questões políticas, um abuso do poder político. Mas as manifestações são legais, livres, eu nunca impediria uma manifestação, muito pelo contrário”, declarou.
A referência da prefeita diz respeito à manifestação realizada na quinta-feira (15), quando o jornalista Américo Nepunuceno registrou boletim de ocorrência relatando ter sido agredido durante a cobertura do ato.
No registro feito na Polícia Civil, ele acusa Mônica Piaia, esposa do vereador Wender Madureira (Republicanos), de tê-lo agredido com um tapa na mão e no rosto. O jornalista informou que estava no local a trabalho, cobrindo o protesto, quando passou a ser questionado por um líder comunitário sobre sua imparcialidade.
Após a confusão, ele dispensou exame de corpo de delito, mas afirmou assumir responsabilidade pelas informações prestadas e disse possuir registros em vídeo que podem esclarecer os fatos. O protesto da quinta-feira reuniu servidores e lideranças comunitárias com pautas relacionadas à falta de água, coleta de lixo e atrasos em pagamentos de empresas terceirizadas.
Em seguida, Flávia explicou que o reforço da segurança foi uma ação preventiva. Segundo ela, a decisão foi tomada para evitar a repetição do que ocorreu na semana passada, quando houve registro de agressão durante um protesto.
“Ciente da manifestação determinei ao comando da Guarda Municipal para manter a segurança maior no Paço, para que todos mantivessem maior segurança, para não acontecer o que aconteceu na anterior, semana passada, que teve atos de agressões e violência, inclusive a jornalista. Dessa forma, a gente manteve a segurança do Paço um pouco mais reforçada”, afirmou.
Já a manifestação convocada para a manhã desta segunda-feira (19), também em frente à Câmara de Vereadores, não reuniu nem dez pessoas e acabou esvaziada. Segundo informações, apenas cinco garis, um representante do movimento e três mulheres. Sem público e sem discursos, o ato foi encerrado pouco tempo depois.