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Domingo, 15 de fevereiro de 2026

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3 mandados de prisão

Prefeitura diz que Operação Déjà-Vu teve origem em denúncia da atual gestão

Foto: Reprodução

Prefeitura diz que Operação Déjà-Vu teve origem em denúncia da atual gestão
A Prefeitura de Cuiabá informou, por meio de nota oficial, que a Operação Déjà-Vu, deflagrada nesta terça-feira (20), teve origem em denúncia formal apresentada por cinco procuradores da atual gestão do prefeito Abilio Brunini (PL). Ao todo, três mandados de prisão foram decretados no âmbito da investigação, que apura esquema de corrupção e desvio de recursos públicos envolvendo ex-servidores municipais.


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De acordo com a administração municipal, a denúncia foi protocolada pela Procuradoria-Geral do Município em abril de 2025, após a identificação de indícios de cancelamentos indevidos de débitos tributários no sistema da Prefeitura. A representação foi subscrita por cinco procuradores e encaminhada à Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), dando início às investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Na nota, a Procuradoria esclarece que, assim que os primeiros indícios foram detectados, no início de 2025, o procurador-geral do município e o procurador-chefe da Procuradoria Fiscal determinaram a adoção imediata de providências internas, incluindo diligências técnicas junto ao setor de Tecnologia da Informação da Secretaria Municipal de Economia. O objetivo, segundo o órgão, foi preservar evidências, dimensionar a extensão das irregularidades e reunir elementos suficientes para formalizar a notícia de fato às autoridades policiais.

A Prefeitura ressaltou ainda que os fatos investigados se referem ao período entre os anos de 2020 e 2024, afastando qualquer relação com a atual gestão. “Ou seja, nenhuma irregularidade ou suposto crime foram cometidos na atual gestão”, diz trecho da nota divulgada pelo Executivo municipal.

Segundo a administração, a atuação da Procuradoria-Geral teve como prioridade a proteção do patrimônio público e o respeito aos princípios da legalidade, moralidade, eficiência e transparência. A Prefeitura também destacou que todos os nomes citados nas reportagens já não integram os quadros do município e reafirmou que seguirá colaborando integralmente com as autoridades policiais e judiciais para o esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.

Operação Déjà-Vu

A Operação Déjà-Vu foi deflagrada nesta terça-feira (20) após decisão da juíza Henriqueta Alencar Ferreira Lima, do Núcleo do Juiz das Garantias de Cuiabá, que autorizou o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e três prisões preventivas. As investigações apontam a existência de um esquema estruturado de fraudes no sistema GATweb, utilizado para a gestão da dívida ativa tributária municipal.

Conforme apurado pela Polícia Civil, entre novembro de 2024 e janeiro de 2025 teriam sido realizados cancelamentos irregulares de Certidões de Dívida Ativa (CDAs), mediante uso indevido de credenciais de servidores públicos. Ao todo, foram identificados cerca de 133,4 mil registros de cancelamentos suspeitos, com prejuízo estimado em R$ 2,7 milhões aos cofres públicos.

As prisões decretadas atingiram Jefferson Antônio da Silva, apontado como principal articulador do esquema, além de Adriano Henrique de Oliveira e Matheus Henrique Nascimento Pereira. Para outros investigados, a Justiça aplicou medidas cautelares diversas da prisão.
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