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Sábado, 14 de fevereiro de 2026

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Advogado alega que idosa morta em acidente na FEB "atropelou" seu carro; homem já matou amante e delegado

Advogado alega que idosa morta em acidente na FEB
O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, indiciado por ter atropelado e matado Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, 71 anos, disse em depoimento ao delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), que foi a idosa que "atropelou" o seu carro. A oitiva foi realizada na tarde desta terça-feira (20). O homem já foi condenado por ter matado e picado a sua amante de 19 anos e por ter assassinado um delegado no Rio de Janeiro.


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“Ele disse em depoimento que foi a mulher que atropelou ele e disse também que não fugiu, que o carro dele não virava para direita. Então ele foi até o Shopping de Várzea Grande, fez rotatória e retornou para o local. Ele disse que foi por isso que ele não ficou parado lá”, disse a autoridade policial à reportagem.
 
Paulo Roberto, que conduzia uma Fiat Toro, responderá pelo crime de homicídio doloso por dolo eventual e fuga do local de sinistro. O atropelamento ocorreu na Avenida da FEB. Na ocasião, a vítima estava atravessando a avenida e foi atingida pelo carro. O corpo foi jogado para o outro lado da via, momento em que foi novamente atropelada por um veículo Fiat Strada.
 
O motorista do Fiat Toro fugiu do local logo após o acidente. Ele foi localizado, em seguida, pelos policiais da Deletran no Shopping de Várzea Grande. O condutor do Fiat Strada permaneceu no local do acidente, foi ouvido na Deletran e, posteriormente, liberado.
 
“As imagens também revelaram de maneira cristalina que, além de trafegar em altíssima velocidade, o motorista seguiu seu destino após a colisão, como se nada houvesse ocorrido, demonstrando total ausência de preocupação e arrependimento com os fatos”, explicou o delegado.
 
Figura carimbada
 
Paulo Roberto foi condenado em 2006 a 19 anos de prisão por matar a amante, Rosimeire Maria da Silva, que foi decapitada. Segundo denúncia do Ministério Público (MPMT), o crime aconteceu na noite do dia 13 de abril de 2004.
 
À época, ele usava o nome falso de Francisco de Ângelis Vaccani Lima, no período em que manteve relacionamento com a estudante.
 
Vaccani, como o advogado era conhecido em 2004, era empresário do ramo de auto-peças em Lucas do Rio Verde e casado, mas ‘namorava’ Rosimeire em Cuiabá. Desconfiado de estaria sendo traído, ele contratou um detetive particular para investigar a amante. Sob a suspeita de traição, viajou com a jovem de 19 anos para Juscimeira.
 
Em um motel na cidade, executou Rosimeire asfixiada na banheira do quarto. Em seguida, cortou-lhe as pontas dos dedos e sua cabeça para dificultar a identificação. O corpo da garota foi jogado no Rio São Lourenço e a cabeça no Rio das Mortes, mas nunca foi encontrada.
 
Em depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Paulo Roberto pulou da janela do antigo prédio, altura do 4º andar, na tentativa de fugir, mas acabou sofrendo fraturas e teve de passar um tempo no Pronto-Socorro de Cuiabá.
 
Durante a investigação constatou-se que ele usava identidade falsa e já era procurado da polícia por ter matado um delegado com um tiro na nuca à queima roupa em 1998, no Rio de Janeiro.
 
O crime ocorreu durante uma discussão na viatura da polícia, Paulo, que era policial civil, estava no banco de trás e atirou na nuca do delegado Eduardo da Rocha Coelho.
 
Ele foi preso em flagrante pelo colega de serviço e encaminhado à Polinter da cidade de Araruama, mas fugiu, vindo para Mato Grosso. Ainda em 2006, ele foi condenado a cumprir 13 anos de prisão pelo assassinato do delegado.

 
Exclusão da OAB
 
Em 2014, Paulo Roberto foi excluído dos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB/MT). O processo disciplinar tramitava na OAB/MT desde ano de 2010, pelo fato de Santos ter sido condenado nos dois assassinatos.
 
Entretanto, conforme o sistema da OAB nacional, ele consta como advogado da OAB seccional de Mato Grosso.
 
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