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Quinta-feira, 12 de março de 2026

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BANHO DE SANGUE

Lei permitiu que 54 pessoas perdessem a vida, desabafa tenente-coronel

Foto: Reprodução

Na foto o tenente-coronel Adão e os adolescentes executados em um intervalo de apenas cinco dias

Na foto o tenente-coronel Adão e os adolescentes executados em um intervalo de apenas cinco dias

O primeiro mês do ano de 2026 nem acabou e a cidade de Cáceres (218 km de Cuiabá) já foi abalada com algumas ocorrências envolvendo as facções criminosas que atuam no município. Dois adolescentes, em um espaço curto de tempo, foram executados a tiros e no saldo final do ano passado, dezenas de pessoas morreram no conflito que ocorre pelo domínio do crime organizado na cidade.


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Menor envolvido na execução de adolescente já havia participado de outro homicídio dias antes

Em entrevista à imprensa, o tenente-coronel Adão César Rodrigues, do 6º Comando Regional de Cáceres, explicou que no ano passado foram 176 membros de facção identificados e presos pela Polícia Militar no município. 

“Desses, 73 foram presos antes de praticarem o crime, antes de estarem indo praticar o crime. Eles tinham 97 vítimas, ou seja, a Polícia Militar e a Polícia Judiciária Civil preveniram efetivamente 97 homicídios a menos no ano passado”, relatou.

Contudo, a fala do tenente-coronel não se limitou a somente ao trabalho feito e que preveniu as mortes e chamou a atenção para as vítimas que tiveram suas vidas ceifadas, mesmo com o trabalho extensivo da Polícia Militar. Nas palavras do tenente-coronel, a culpa das mortes está diretamente atrelada às leis brandas que permitiram que criminosos de alta periculosidade ficassem em liberdade.

“Mas alguns ainda foram cometidos, por quê? Porque essas pessoas voltaram para a rua. A lei permitiu que essas pessoas voltassem para a rua e permitiu que 54 pessoas perdessem a vida no ano passado, sendo que dessas 54, 48 eram membros de facção, em disputa territorial, em disputa de facções. Ou seja, se a lei for frouxa, se a lei não punir o crime e o criminoso, esse cara vai continuar cometendo o crime por mais vezes, infelizmente”, finalizou o tenente-coronel.

JANEIRO SANGRENTO

Na tarde do dia 14 de janeiro, Roney da Silva Barbosa Mendes foi morto a tiros em um campo de futebol no bairro Cavalhada. O adolescente estava acompanhado de amigos quando ocorreu uma discussão entre eles e um quarto sujeito se aproximou e abriu fogo contra Roney.

O adolescente morreu na hora e cinco dias depois, no domingo, foi a vez de Murilo Pessoa Teixeira de ser executado. O adolescente foi morto em casa, por engano e os criminosos fugiram. Um dos adolescentes foi capturado pelos próprios familiares e linchado até que a Polícia Militar chegou o apreendeu.

O outro adolescente que participou da morte do rapaz entrou em confronto com a Força Tática e morreu.
Ainda em entrevista, o tenente-coronel Adão revelou que o adolescente apreendido pela morte de Murilo também teria tomado parte na morte de Roney.

Os casos continuam a ser investigados. 
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