A pré-candidata ao governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), afirmou que pretende construir um governo de coalizão, reunindo partidos de centro, centro-esquerda e centro-direita, e reforçou o discurso de enfrentamento à polarização política. A posição é mantida mesmo diante de cobranças de setores do PT para que adote uma narrativa mais alinhada à defesa da esquerda e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Leia também
Jayme revela acordo com Fagundes: apoio mútuo para governo de MT com esposas na vaga de vice
Em entrevista à imprensa, Natasha afirmou que sua pré-candidatura se apresenta como uma alternativa de diálogo amplo e agregação política. “Eu sou de um partido de centro. Conversar com a esquerda, com a direita e com o centro é o que vale neste momento”, disse.
Segundo ela, a polarização não responde aos problemas enfrentados pela população. “Polarização não bota comida na mesa, não traz emprego e não gera renda. O que a gente precisa é de um governo de coalizão, que traga desenvolvimento socioeconômico com distribuição de renda e inclusão social”, afirmou.
Natasha também garantiu que irá se reunir com as lideranças da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, para tratar da construção do palanque eleitoral em Mato Grosso e aparar divergências em torno de seu nome como cabeça de chapa na disputa majoritária. A pré-candidata destacou que o diálogo com os partidos aliados faz parte do processo de consolidação da pré-campanha.
Questionada sobre a possibilidade de a esquerda conquistar o governo do Estado, Natasha afirmou que o debate não deve se limitar a rótulos ideológicos. “Não é só uma esquerda. O que precisa estar no centro do debate são os problemas da sociedade mato-grossense e o que Mato Grosso precisa”, disse, citando temas como a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos.
A pré-candidata também destacou o papel das mulheres no processo eleitoral e lembrou que elas representam cerca de 53% do eleitorado em Mato Grosso. Segundo ela, a presença de mulheres na disputa fortalece o debate democrático.
Natasha avaliou ainda o cenário eleitoral e afirmou que, mantida a configuração atual, com a direita dividida e uma candidatura de centro dialogando com diferentes campos políticos, a eleição tende a ser decidida no segundo turno. “Os candidatos ainda precisam se apresentar, mostrar propostas e definir o que está em jogo. Se esse cenário se mantiver, a disputa certamente vai para o segundo turno”, concluiu.