O deputado estadual Fábio Tardin (PSB) criticou à gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) e afirmou que o município enfrenta um cenário de instabilidade política e administrativa. Segundo ele, o que ocorreu na última eleição foi um verdadeiro “estelionato eleitoral”, e a cidade estaria “indo de mal a pior”.
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“Infelizmente, lá em Várzea Grande, o que houve na realidade foi um estelionato eleitoral. Muito ruim, a cidade não está nada bem. Uma guerra generalizada”, afirmou.
Apesar das críticas, o deputado ressaltou que mantém o envio de recursos ao município, independentemente de divergências políticas com a prefeita. Na eleição de 2024, Tardin estava no palanque da Kalil Baracat (MDB), que perdeu a disputa.
“Eu tenho feito o seguinte, para mim não importa quem está lá. Se é a prefeita que é do partido que nós não apoiamos, mas os recursos estão indo. Brigo diuturnamente com o governador, com o vice-governador Pivetta, para que mandamos recursos, mandou mais R$ 10 milhões, mandou dinheiro para o telhado do pronto-socorro que já não aguentava mais”, relatou.
No entanto, o deputado reforçou que a falta de união política tem comprometido os avanços no município.
“Agora, o importante é nos unirmos para melhorar a vida da população, não ficar brigando. Infelizmente eu não gostaria nem de fazer [análise da gestão de Flávia], eu não tenho essa autoridade. Mas, infelizmente, Várzea Grande está indo de mal a pior. É uma guerra gigantesca, por egos, por poderes”, afirmou.
Tardin também citou o rompimento político entre a prefeita e o vice-prefeito Tião da Zaeli, a quem atribuiu papel decisivo na eleição.
“E infelizmente lá a prefeita brigou com o vice Tião da Zaeli, que foi o maior protagonista. Se na realidade, diga de passagem, se não existisse o vice-prefeito Tião da Zaeli, não teria nem candidatura posta. Infelizmente Várzea Grande está pagando o preço, alto preço. Diga de passagem lá, não está nada bem”, disse.
Sobre a relação da prefeita com a oposição e até mesmo com sua base, o deputado afirmou acreditar que há dificuldades de diálogo.
“Eu acredito que sim. E na política você tem que dialogar”, defendeu.