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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

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ESTUPRO DENTRO DA CADEIA

Delegada diz que intimidação partiu de próprio delegado após ela defender punição para investigador: vídeo

Foto: Reprodução

Delegada diz que intimidação partiu de próprio delegado após ela defender punição para investigador: vídeo
A delegada Jannira Laranjeiras denunciou que foi alvo de ameaças e intimidações por parte de um colega delegado de polícia que atua em Sorriso, após defender publicamente a investigação e prisão do investigador Manoel Batista da Silva, acusado de estuprar uma detenta na delegacia da cidade.


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Em vídeo publicado em suas redes sociais, ela esclareceu que a tentativa de silenciá-la não partiu do policial investigado.

"A tentativa de me silenciar não partiu do policial que está sendo investigado, mas sim de um delegado de polícia que atua em Sorriso", afirmou. "E tentou minimizar a dor da vítima e ainda inverter os fatos."

"Quando o agente público usa sua posição, sua hierarquia, o corporativismo para constranger quem defende a legalidade e a investigação, isso não é institucional. É uma conduta individual que precisa ser denunciada. A instituição da Polícia Civil é muito maior do que isso."

Em outro vídeo publicado anteriormente, a delegada expôs uma das mensagens recebidas que dizia que "entende ela ser candidata em algum cargo público", mas criticava sua forma de se referir "a esse pessoal que a intimidou e demais colegas".

A mensagem ameaçadora continuou e disse que "a eleição passa”, “mas a ofensa e desaforo fica. “Seremos inimigos pro resto da vida".

O caso

Manoel Batista da Silva foi preso no domingo (1º) acusado de estuprar uma mulher detida dentro da delegacia de Sorriso. O policial, que recebe salário mensal de R$ 21,9 mil, continuará recebendo os vencimentos até o trâmite do processo disciplinar.

A prisão ocorreu após cerca de 50 dias da denúncia, com exames de DNA sendo determinantes para a identificação do suspeito. De acordo com a delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, que conduz o caso, foi realizada coleta de material genético de todos os policiais que estavam de plantão no dia do crime, e o confronto com o DNA encontrado na vítima apontou para um dos agentes.

 
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