Em suas redes sociais, o professor Attaenio Rogger da Silva, de 29 anos, divulgava a rotina de campeonatos e viagens com alunos, além de ostentar o título de bicampeão mundial e compartilhar dicas, treinos e mensagens de motivação para a prática do esporte. Ele foi preso nesta quarta-feira (4), acusado de abusar sexualmente de um aluno de 12 anos e investigado por fazer outras vítimas.
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No Instagram, o suspeito realizava publicações regulares sobre a rotina das aulas e a participação em campeonatos por diversos estados do país. Além disso, também publicava diários de viagem feitos com seus alunos, locais onde, segundo as denúncias, os crimes teriam ocorrido.
Em uma postagem, ele exaltava mensagens sobre respeito e valorização da profissão: “Ser professor não é apenas ensinar conteúdos, colaborar em campeonatos ou cumprir horários. Ser professor é escrever, todos os dias, nas páginas em branco da alma de cada aluno. É plantar sonhos em terrenos muitas vezes áridos, regar esperanças em corações desacreditados e acreditar — sempre acreditar — mesmo quando ninguém mais acredita”, diz um trecho.
O caso
As investigações contra o professor começaram em 2025, após o comparecimento da mãe da vítima à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Rondonópolis. Ela relatou que o filho, então com 12 anos, praticava judô desde os 10 anos de idade e participava de campeonatos da modalidade. Segundo o relato, o adolescente informou que estaria sofrendo abusos por parte do professor durante deslocamentos relacionados às competições.
Ao longo das investigações, a polícia identificou, até o momento, pelo menos cinco ocorrências contra o investigado nos municípios de Rondonópolis, Campo Verde e Primavera do Leste. As denúncias apontam que ele teria feito sete vítimas, com idades entre 12 e 18 anos.
O suspeito se aproveitava de sua condição profissional, que facilitava o acesso às vítimas, para cometer os crimes.
Em depoimentos, as vítimas relataram que os abusos aconteciam em alojamentos e durante viagens para competições da modalidade pelo Estado. Segundo os relatos, ele costumava tocar o rosto e as partes íntimas dos menores.