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Segunda-feira, 16 de março de 2026

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Assédio sexual

Acusado de atacar jovem em BC, ministro aparece em relatório que investiga Zampieri e lobista por venda de sentenças

Foto: Lucas Pricken/STJ

Assédio sexual
Investigado por suspeita de assédio contra uma jovem de 18 anos em janeiro deste ano, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), já apareceu em relatório da Polícia Federal na Operação Sisamnes, que investiga esquema de negociação de sentenças no judiciário nacional, possivelmente orquestrado pelo advogado cuiabano Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, e o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, que está preso em domiciliar por ordem do Supremo (STF). Nesta quinta-feira (5), Buzzi protocolou ao presidente do Superior, Herman Benjamin, pedido de licença médica. Reportagem da coluna Radar, da revista Veja, publicada esta semana, mostrou que Buzzi recebeu familiares e amigos em uma casa de praia em Balneário Camboriú (SC) para as festas de fim de ano. Lá, ele teria tentado atacar a jovem, que é filha de um casal de amigos, sendo que a mãe dela é advogada. O caso já chegou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o próprio STJ instaurou uma sindicância para apurar o caso, o qual fora denunciado inclusive por três ministros. Na Sisamnes, a relação entre Buzzi e o esquema aparece a partir de uma mensagem recebida por Andreson, em que o interlocutor identificado como “Carlos Chaves Brasil 10” (Carlos Chaves, dono da Brasil 10 Empreendimentos Imobiliários) informa para um contato que ele chama apenas de “dra.” (doutora) que transferiu 1,12 milhão de reais para a conta dela e para uma mulher chamada “Katarina Buzzi”. Chaves reclama, em seguida, que uma tal “promessa de trabalho” não fora cumprida, e que por isso quer seu dinheiro de volta.  Catarina Buzzi (com C, e não K) é o nome de uma advogada filha do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça. Na época em que aquela mensagem foi enviada, o ministro tinha em mãos um processo que interessava muito a Chaves e sua família: nele, a mãe de Carlos Chaves tentava invalidar a penhora de uma fazenda na execução de uma dívida ajuizada por uma empresa chamada LAC Engenharia. O pagamento do 1,12 milhão de reais que o empresário relatou ter feito a Catarina ocorreu cinco meses depois da primeira decisão do ministro no processo.
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