A CPI da Operação Espelho deve ser presidida pelo deputado Wilson Santos (PSD) e ter a deputada Janaína Riva (MDB) entre os cinco integrantes, enquanto a relatoria tende a ficar com um parlamentar da base governista. Pelo desenho dos blocos e informações de bastidores, os nomes mais cotados para preencher as vagas são Dilmar Dal Bosco (União) ou Paulo Araújo (PP), Fábio Tardin (PSB) e Beto Dois a Um (PSB), além de Wilson e Janaína.
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A comissão foi formalizada por ato do presidente da ALMT, Max Russi (PSB), na última sexta-feira (6) e pelo regimento, os blocos têm cinco dias úteis para indicar os membros após a publicação do ato, o que coloca a definição do colegiado como alvo até sexta-feira (13).
A CPI terá prazo de 180 dias para apurar denúncias de irregularidades em licitações na Secretaria de Estado de Saúde entre 2019 e 2023, caso que culminou na Operação Espelho, da Polícia Civil. A instalação da CPI ocorre em meio à pressão do ano eleitoral, visto que as investigações devem se estender até agosto, além de ter sido criada com um requerimento de 2023 que somente agora completou as oito assinaturas necessárias para a abertura dos trabalhos.
Nos bastidores, porém, há a avaliação de que a indicação pode travar e escorregar para depois do Carnaval, caso haja impasse ou reacomodação na formação dos blocos parlamentares de 2026. O problema é que isso empurraria o prazo máximo da comissão para até meados da campanha eleitoral.
Vaga na CPI por cada Bloco
Como a Assembleia está dividida em seis blocos e a CPI terá apenas cinco cadeiras, um deles ficará fora. A tendência apontada hoje é que o bloco Direita Democrática não tenha representação entre os titulares, apenas na suplência, abrindo espaço para que os demais blocos ocupem as vagas. Confira abaixo, bloco a bloco, os mais cotados segundo informações de bastidores:
O bloco Assembleia Forte, liderado por Dilmar Dal Bosco e formado ainda por Eduardo Botelho (União), Paulo Araújo (PP) e Sebastião Rezende (União), deve indicar um representante entre Dilmar e Paulo Araújo, justamente por concentrar a liderança do governo e a presidência da Comissão de Saúde, dois perfis considerados estratégicos para a condução da CPI, especialmente na disputa pela relatoria.
No bloco Movimento Democrático Brasileiro, comandado por Janaína Riva e integrado por Dr. João, Juca do Guaraná e Thiago Silva, a indicação tende a ser a própria Janaína, hoje posicionada como oposição e com interesse direto em ocupar espaço de fiscalização no colegiado.
No bloco Parlamentar Unidos, liderado por Dr. Eugênio (PSB) e formado por Max Russi (PSB), Fábio Tardin (PSB) e Valmir Moretto (Republicanos), o nome mais cotado é Fábio Tardin, que aparece como alternativa para ocupar vaga e, a depender do acordo, também entrar no jogo pela relatoria.
Já o bloco Experiência e Trabalho, liderado por Lúdio Cabral (PT) e composto por Valdir Barranco (PT), Wilson Santos (PSD) e Júlio Campos (União), a vaga fica com o autor do requerimento e provável presidente Wilson Santos, o qual se coloca publicamente como independente.
A quinta cadeira deve sair do bloco Avante Mato Grosso, dirigido por Beto Dois a Um (PSB) e integrado por Ondanir Bortolini (PSB), Diego Guimarães (Republicanos) e Carlos Avallone (PSDB). Beto é apontado como o nome natural do bloco para a CPI por vice-líder do governo, o que reforça a expectativa de que a relatoria fique com a base.