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Domingo, 15 de março de 2026

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foram devolvidas ao habitat

Ibama resgata 35 aves mantidas ilegalmente em cativeiros em VG e comércio é autuado em R$ 298 mil

Foto: Reprodução

Ibama resgata 35 aves mantidas ilegalmente em cativeiros em VG e comércio é autuado em R$ 298 mil
Durante uma operação para combater o tráfico de animais silvestres em Mato Grosso, agentes ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam 35 aves mantidas ilegalmente em cativeiros. Os animais foram resgatados em Várzea Grande. Um comércio foi autuado em R$ 298,5 mil.


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Ao todo, 28 curiós (Sporophila angolensis), três papagaios-verdadeiros (Amazona aestiva) – espécie ameaçada de extinção –, dois canários-da-terra (Sicalis flaveola brasiliensis) e dois papa-capins (Sporophila nigricollis) foram apreendidos.

Os criadouros fiscalizados não tinham licença ou autorização válida. Não havia anilhas nas aves, o que apontou que os animais foram ilegalmente capturados da natureza, além de estarem em condições inadequadas de criação. Também foram encontrados alçapões com ração para captura de aves.

As aves consideradas aptas para a vida livre foram devolvidas ao habitat. As gaiolas e demais instrumentos aplicados no crime ambiental foram inutilizados pelos agentes e destinados para descarte ambientalmente correto. Os papagaios-verdadeiros, por sua vez, estavam debilitados e foram encaminhados para reabilitação no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto.

Comércio autuado

Em outro momento da atividade fiscalizatória, um comerciante de espécies exóticas de aves foi autuado por maus-tratos em razão da superlotação das aves nas gaiolas do estabelecimento, dispostas em local quente, sem ventilação, sem supervisão e, inclusive, contendo alguns animais mortos. Assim, foram aplicados um termo de suspensão da comercialização para regularização e melhoria da qualidade de vida dos espécimes e cinco multas, além de outras sanções administrativas. As autuações totalizam R$ 298,5 mil.

A operação foi deflagrada a partir de denúncias da população encaminhadas ao Ibama, ferramenta importante de participação da sociedade na defesa da fauna e flora silvestre.

As denúncias podem ser feitas por um dos canais de atendimento informados no site do Ibama.
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