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REVOLTADO COM DECISÃO

Abilio insiste em doação da Santa Casa a Cuiabá e culpa secretário por crise na saúde: ‘não ajudou o suficiente; colaboração é baixa’

15 Fev 2026 - 17:05

Da Redação - Rafael Machado / Do Local - Jardel P. Arruda

Foto: Olhar Direto

Abilio insiste em doação da Santa Casa a Cuiabá e culpa secretário por crise na saúde: ‘não ajudou o suficiente; colaboração é baixa’
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que vai insistir para que o governo doe ao Município o prédio da Santa Casa de Misericórdia, mesmo após o anúncio do governador Mauro Mendes (União) de que o Estado pretende comprar o imóvel por R$ 25 milhões junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT).


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“Eu vou insistir na ideia do governo do Estado doar para o município de Cuiabá o prédio. Vou insistir nessa ideia. E vou insistir na ideia de que esses serviços podem ser implementados mesmo assim. Porque implementa dentro do prédio do município de Cuiabá com uma contratação de dentro da gestão plena. Eles podem ser implementados, não muda nada”, comentou.

Durante a coletiva que anunciou a compra, Mauro afirmou que manter a Santa Casa é caro por se tratar de um prédio antigo e tombado, além de ter defendido que o Estado precisa agir com responsabilidade para evitar novos colapsos na saúde pública. O governador também indicou que a situação da saúde em Cuiabá demonstraria dificuldades do Município em assumir novas responsabilidades.

Questionado sobre a fala, Abilio disse concordar parcialmente, mas atribuiu parte do cenário ao próprio Estado, principalmente ao secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo.

“Não, eu concordo com ele. Boa parte da saúde de Cuiabá está na situação que está também é da responsabilidade do Gilberto não ajudar suficientemente para que a saúde de Cuiabá melhore. A parte que o Estado colabora no município de Cuiabá é bem baixa. E a gente tem lutado tudo para dar nosso suporte”, afirmou.

“Agora, terá outro secretário de saúde? Talvez um outro secretário de saúde colabore mais, ajude mais? A Dani [secretária de Saúde de Cuiabá] está fazendo todo o esforço possível dentro do orçamento que a gente tem. Todo o esforço possível”, completou.

Cobrança sobre UTIs

O prefeito também aproveitou para expor divergências na relação financeira entre Estado e Município, especialmente no custeio de leitos de UTI e na regulação dos atendimentos de alta complexidade. Segundo ele, embora a regulação das UTIs esteja integralmente sob responsabilidade do Estado, o modelo de pagamento adotado cria um desequilíbrio para a prefeitura.

De acordo com o prefeito, enquanto o Estado remunera apenas os leitos efetivamente utilizados, o Município arca com o custo integral das vagas contratadas, independentemente da ocupação. Ele afirmou que Cuiabá paga cerca de R$ 1.800 por dia por leito, usado ou não, e ressaltou que o modelo estadual não segue o mesmo critério. Abilio também destacou que a urgência e emergência são atribuições do Estado, o que, na avaliação dele, exige maior contrapartida financeira.

A discussão ocorre em meio à decisão do governo estadual de apresentar proposta de R$ 25 milhões ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para adquirir definitivamente o prédio da Santa Casa. Enquanto o Palácio Paiaguás defende a manutenção da unidade sob gestão estadual para garantir serviços como oncologia e hemodiálise infantil, o prefeito mantém a defesa de que o imóvel seja doado ao Município e integrado à rede municipal dentro da gestão plena da saúde.
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