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Quinta-feira, 12 de março de 2026

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PodOlhar: Águas Cuiabá propõe reajuste de 4,18% e fala em repactuar contrato após cumprir metas


O diretor-geral da Águas Cuiabá, Leonardo Menna, afirmou que a concessionária trabalha com a previsão de reajuste de 4,18% na tarifa de água e esgoto e defendeu a repactuação do contrato para viabilizar novos investimentos na capital. As declarações foram dadas em entrevista ao PodOlhar, videocast do Olhar Direto, já disponível no YouTube.

Segundo Menna, o percentual previsto para este ano “é meramente inflação, correção inflacionária”, e não tem relação com os rumores de aumento de 30%. “Não chega nem perto de 30%. É 4,18%”, afirmou. Ele explicou que o reajuste anual segue fórmula contratual que considera variação de energia elétrica, cesta de mão de obra e produtos químicos, com validação da agência reguladora antes da aplicação.

O diretor destacou que, desde que assumiu a operação em 2017, a concessionária já investiu R$ 1,8 bilhão em Cuiabá. De acordo com ele, a cidade alcançou mais de 100% de cobertura de água, pela fórmula contratual, e 91% de cobertura de esgoto, atingindo o marco legal do saneamento anos antes do prazo nacional.

Com as metas previstas inicialmente no contrato próximas da conclusão, Menna afirmou que a empresa discute com o poder concedente uma possível repactuação para ampliar investimentos, estimados em mais de R$ 400 milhões. “Qualquer investimento a mais precisa sentar, repactuar e editar o contrato. Você tem duas formas de reequilibrar: aumentando a tarifa ou aumentando o prazo. Eu sou favorável, ao invés de onerar a tarifa, aumentar o prazo”, disse.

Na entrevista, o diretor também abordou a relação com a nova agência Cuiabá Regula, criada após a extinção da Arsec. Ele afirmou que a relação é “exclusivamente técnica” e que não percebe interferência política nas decisões. “A agência confere se os indicadores estão de acordo com o contrato, valida a conta e orienta o processo”, explicou.

Menna ainda respondeu às críticas sobre buracos deixados após intervenções na rede, atribuindo parte dos problemas à falta de drenagem em áreas que alagam. “Onde alaga, o asfalto sofre. Quando a base molha, gera patologia e buraco”, declarou. Ele detalhou a adoção do pavimento frio provisório e outras medidas para reduzir impactos durante o período chuvoso.

Outro ponto tratado foi a existência de cerca de 130 áreas irregulares que utilizam água da rede pública sem regularização fundiária, o que, segundo ele, desbalanceia o sistema e exige solução conjunta com o município.

Ao longo da conversa, o diretor também defendeu o modelo de concessão como alternativa à burocracia pública e confirmou interesse da empresa em eventual leilão do DAE de Várzea Grande.

Onde assistir e ouvir?

O episódio do PodOlhar está na íntegra no canal do videocast no Youtube (assine aqui) e em forma de áudio nas principais plataformas de podcast, como Spotify, Deezer e Apple Podcast – onde você pode assinar e conferir todos os episódios de forma gratuita.

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